Tepco detecta alta densidade de hidrogênio no reator 1 de Fukushima

Operadora do complexo nuclear já iniciou drenagem nos encanamentos para evitar problemas

EFE

29 Setembro 2011 | 08h58

TÓQUIO - A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, informou nesta quinta-feira que detectou índices de hidrogênio superiores a 60% nos encanamentos que se conectam com a estrutura de contenção do reator 1 e iniciou sua drenagem para evitar problemas.
 
Apesar dos altos níveis de densidade de hidrogênio, a Tepco assegurou que considera pouco provável que possa ocorrer uma explosão, já que não há oxigênio nos encanamentos, informou a emissora "NHK".
 
A operadora, que começou nesta quarta-feira a realizar as medições no reator 1, assegurou que, conforme às diretrizes da Agência de Segurança Nuclear japonesa, nos próximos dias analisará também a acumulação de gases nos encanamentos dos reatores 2 e 3.
 
A Tepco anunciou na noite de quarta-feira que a temperatura na estrutura de contenção do reator 2 da central se encontra abaixo de 100 graus centígrados, enquanto as unidades 1 e 3 seguem com menos de 80 graus, como resultado das operações de resfriamento da usina.
 
Os técnicos da central mantêm em funcionamento os sistemas de resfriamento para poder estabilizar os três reatores abaixo de 100 graus, inclusive no caso de emergências, o que representaria levá-los a uma parada fria e concluir a primeira fase do planejamento para solucionar a crise.
 
Outra das condições para por fim à crise da central de Fukushima, a pior dos últimos 25 anos, é reduzir a emissão de substâncias radioativas da usina, algo que o Governo e a operadora esperam conseguir em breve, informou a agência local "Kyodo".
 
O nível de radiação ao redor da usina caiu para 0,4 milisievert ao ano, abaixo do limite de segurança fixado pelo Governo de 1 milisievert ao ano, acrescentou a "Kyodo".
 
Embora os dados possam indicar que a central está perto de alcançar a parada fria, o que representa estabilizar os reatores, ainda é "muito cedo para fazer um julgamento", sobretudo quanto às leituras da radiação que ainda estão por confirmar, assegurou Junichi Matsumoto, porta-voz da Tepco.
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