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Tepco investiga possível vazamento em depósito radioativo em Fukushima

Operadora do complexo nuclear notou baixa no nível de água do depósito, mas não detectou radioatividade

Efe

26 de maio de 2011 | 10h43

TÓQUIO - A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima Daiichi, anunciou nesta quinta-feira, 26, que está investigando um possível vazamento em um dos depósitos temporários que utiliza para armazenar água radioativa procedente dos reatores.

 

A Tepco percebeu uma baixa no nível de água nesse depósito, embora não tenha detectado dados incomuns de radioatividade nas águas subterrâneas das zonas próximas, informou a agência "Kyodo".

 

A empresa indicou que, se o vazamento for confirmado, pode afetar o plano de retirar água contaminada dos edifícios dos reatores para que os técnicos possam entrar e trabalhar.

 

Nesta quarta-feira, a Tepco deixou de transferir água procedente do reator 3 ao depósito supostamente danificado, onde o nível do líquido desceu cinco centímetros nas 22 horas seguintes, o que também levou à suspensão de uma transferência adicional de água do reator 2.

 

Acredita-se que a água radioativa que há na central tenha vazado aos edifícios das unidades e turbinas adjacentes depois que as estruturas dos reatores ficaram perfuradas pela fusão parcial das barras de combustível após o terremoto de 11 de março.

 

A Tepco divulgou outros dados negativos durante esta semana, como a possibilidade de o terremoto de 9 graus na escala Richter ter danificado condutos básicos do sistema de resfriamento do reator 3, embora, a princípio, a empresa tenha dito que apenas o tsunami havia produzido danos.

 

A elétrica também revelou ontem que o terremoto pode ter perfurado a estrutura de pressão do reator 1, já danificado pela fusão parcial do combustível que abrigava.

 

A investigação coincide com a visita de uma equipe de técnicos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que hoje esteve na usina nuclear de Tokai Daini, na província de Ibarak.

 

O objetivo é avaliar o acidente em Fukushima, o pior em 25 anos, e os efeitos da catástrofe sobre as centrais do nordeste japonês.

 

Nos próximos dias, a equipe de técnicos visitará as usinas de Fukushima Daini e Fukushima Daiichi, onde segue a crise. O relatório sobre as inspeções será apresentado em 20 de junho em Viena, durante a reunião ministerial da AIEA.

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