Terça-feira, Obama terá sua revanche

Cenário: Chris Cillizza / Washington Post

O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2012 | 03h10

Antes do primeiro debate, os republicanos pareciam estar do lado de Mitt Romney principalmente porque eram contra Barack Obama. Depois, de acordo com pesquisa da Pew Research, houve um nítido fortalecimento do entusiasmo e mais engajamento do lado republicano, que se originou da genuína animação da base pelo seu candidato. Entre os partidários de Romney, 67% disseram que o apoiam vigorosamente, um aumento em relação aos 56% que afirmaram a mesma coisa em setembro.

As pessoas estão (começando) a gostar de Romney: em meados de julho 34% dos eleitores ouvidos na pesquisa Pew afirmaram ter uma opinião favorável ao candidato. Hoje são 45% - salto de cinco pontos. E 47% ainda encaram Romney desfavoravelmente, mas sua imagem parece estar melhorando. Romney, o homem de ideias: indagado que candidato "tem novas ideias", 47% dos eleitores inscritos nomearam Romney e 40% preferiram Obama.

Romney passou grande parte do debate tentando oferecer alguns detalhes do seu programa, se for eleito. Lembre-se que ele iniciou o debate apresentando seu programa de cinco pontos para fazer a economia crescer. E isso parece ter revertido positivamente para ele.

A maior fraqueza de Romney: mais de seis a cada dez eleitores (62%) concordou com afirmação de que ele estava "prometendo mais do que pode", conclusão que pode oferecer alguma orientação para Obama no momento em que ele busca estratégia para a revanche, na terça-feira. Obama tentou insistir nesse argumento de Romney - US$ 5 trilhões em cortes de impostos - nos momentos iniciais do debate, mas abandonou o ataque depois dos primeiros 20 minutos.

A maior fraqueza de Obama: a maioria (54%) dos entrevistados concorda que o "presidente Obama não sabe como dar uma reviravolta na economia", com 44% discordando dessa afirmação. E esperam que Romney continue com o ataque de que "ele é um sujeito simpático, mas não sabe o que está fazendo", no que parece o mais sólido ataque que fez contra o presidente Obama nos últimos dias de campanha.

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