EFE/Rodrigo Sura
EFE/Rodrigo Sura

Terceira caravana deixa El Salvador rumo aos EUA

Cerca de 300 imigrantes deixaram a capital na esperança de obter apoio no trajeto

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2018 | 20h15

SAN SALVADOR - Aproximadamente 300 migrantes saíram ontem de San Salvador em direção à fronteira com a Guatemala, com o objetivo de chegar aos EUA em busca do “sonho americano”.

Os migrantes, que seguem o exemplo da caravana de hondurenhos que saiu no dia 13 de San Pedro Sula, não deram ouvidos ao governo salvadorenho, que na sexta-feira pediu que não colocassem suas vidas em risco viajando de forma ilegal.

“Somos um pouco mais de 300 pessoas, mas esperamos que, ao caminharmos em direção à fronteira, mais compatriotas se juntem a nós”, disse Hernán Quinteros, de 48 anos, sargento na reserva. 

A primeira caravana, que já está no México, foi crescendo ao longo do caminho e chegou a mais de 7 mil integrantes.Um segundo grupo, de 1.500 pessoas, partiu de Honduras no dia 23 com a intenção de alcançar a outra caravana e entrar nos EUA. Uma fonte do governo de Honduras disse ontem que mais de 4 mil pessoas que integravam a primeira caravana voltaram voluntariamente ao país.

Para Quinteros, que participou da guerra civil salvadorenha (1980-1992), é “doloroso” deixar seus três filhos, mas ele espera chegar aos EUA porque “é o país das oportunidades”. 

Entre as mulheres do grupo está Lorena Cruz, uma mãe solteira de 38 anos que deixa para trás três filhos de 16, 12 e 10 anos, em busca de um futuro melhor para eles. Cerca de 2,5 milhões de salvadorenhos vivem nos EUA, a maioria regularizada.

O presidente americano, Donald Trump, já ameaçou cortar a ajuda financeira a países da América Central e suspender o novo Nafta, recentemente negociado com o México, que não tem conseguido impedir o avanço da marcha. 

Os EUA estão cada vez mais preocupados com a situação na fronteira. Em setembro, patrulhas apreenderam 16,6 mil ilegais, 900 pessoas a mais do que em agosto e 12 mil a mais do que no mesmo período do ano passado – um recorde que já coloca a fronteira em nível de “crise”, segundo fontes oficiais. / AFP

 

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