KCNA via REUTERS
KCNA via REUTERS

Termina campanha econômica de 200 dias da Coreia do Norte

Medida iniciada pelo país mais isolado do mundo em maio tinha como objetivo aumentar a produção em agricultura, indústria e tecnologia, além de reforçar o programa de armas nucleares, segundo a agência estatal KCNA

O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2016 | 11h32

PYONGYANG - A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira, 19, que terminou com sucesso sua "campanha dos 200 dias" orientada a impulsionar a economia e minimizar o impacto das duras sanções internacionais impostas ao país em razão dos testes nucleares e de mísseis realizados neste ano.

Desde o início da ação em maio, o país conseguiu aumentar a produção em agricultura, indústria e tecnologia, além de reforçar seu programa de armas nucleares e mísseis, segundo um comunicado da agência estatal "KCNA".

A campanha dos 200 dias é o ponto de partida de um plano mais amplo de cinco anos, aprovado em maio passado durante o último Congresso do Partido dos Trabalhadores e que busca dar fim à crise econômica que assola o país há duas décadas, e solucionar problemas como a escassez de alimentos e de eletricidade.

"No setor industrial, o objetivo de produção da campanha de 200 dias foi atingido depois de 119 e milhares de entidades industriais cumpriram com seu plano anual antes do previsto", informou a agência, sem dar dados mais concretos.

Na "campanha dos 200 dias" iniciada em maio o regime de Kim Jong-un pediu aos cidadãos para fazer esforços extras em seu trabalho para dar um impulso à economia do país em um momento especialmente delicado devido às sanções da ONU.

Na área da agricultura, Pyongyang afirmou ter tido "um sucesso incomum na produção de cultivos", enquanto em tecnologia destacou a criação de novos materiais e equipamentos, entre eles um gerador de energia eólica de 250KW.

O meio estatal destacou as "conquistas na indústria da defesa, como o teste de detonação de uma ogiva nuclear e o desenvolvimento de armas estratégicas ultramodernas de estilo coreano". / EFE

Mais conteúdo sobre:
Coreia do Norte ONU

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.