Termina greve que convulsionou Estado mexicano

Dirigentes da seção 22 do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação (SNTE) decidiram que os cerca de 70 mil professores do convulsionado Estado mexicano de Oaxaca, no sul do país, voltarão às salas de aula nesta segunda-feira, encerrando uma greve que começou em maio passado e afetou aproximadamente 1,3 milhão de alunos. O líder da Seção 22, Enrique Rueda Pacheco, anunciou o final da paralisação na capital mexicana, após uma reunião com o secretário de Governo (Interior), Carlos Abascal."Firmamos um acordo segundo o qual no dia 30 de outubro as atividades escolares serão retomadas em Oaxaca", disse Enrique Rueda. "Ainda há insegurança em alguns municípios, mas, apesar disso, o ciclo escolar será reiniciado, reiterou Rueda. Os professores iniciaram a greve por melhores salários em 22 de maio. O movimento se radicalizou quando eles foram desalojados violentamente do centro da cidade em 14 de junho. A partir daquele dia, a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca (APPO), esquerdista, se solidarizou com os professores e ambos os grupos passaram a exigir a renúncia do governador do Estado, Ulises Ruiz. No sábado, a tensão aumentou com a chegada à cidade de Oaxaca, capital do Estado, de forças de segurança federais enviadas pelo presidente Vicente Fox para tentar retomar o controle da situação.Mas ainda no sábado, a APPO anunciou que se retirará dos edifícios públicos ocupados nos últimos meses e iniciará um protesto passivo. Após assegurar que não enfrentará as tropas federais, o dirigente da APPO Zennen Bravo confirmou a retirada de manifestantes das barricadas e dos edifício públicos "para passar a outra tática de luta, com uma mobilização passiva".

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