Termina reunião da OTAN dominada por crise nuclear iraniana

Os ministros de Assuntos Exteriores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) concluíram nesta sexta-feira uma reunião de dois dias em Sófia, na Bulgária na qual expressaram "unanimemente" seu apoio a uma solução diplomática para o conflito nuclear iraniano. O ministro espanhol Miguel Ángel Moratinos destacou a "unanimidade" que há na União Européia (UE) e na OTAN quanto ao envio de uma mensagem "firme" ao Irã sobre seu programa nuclear e à manutenção da diplomacia como instrumento de trabalho neste momento. Moratinos, que se mostrou a favor do esgotamento das negociações, disse que "é preciso evitar qualquer intervenção militar". Embora não fosse um dos temas da reunião, o Irã dominou o jantar informal entre os representantes da OTAN e da UE realizado paralelamente ao encontro ministerial, uma vez que hoje vence o prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU a Teerã para que suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio. Do jantar também participou a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que na quinta-feira disse que a credibilidade do Conselho de Segurança está em jogo e que o órgão deve tomar algum medida contra Teerã. O ministro russo de Assuntos Exteriores, Serguei Lavrov, destacou hoje a importância de se "garantir a possibilidade de o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) continuar" no Irã, em referência à oposição da Rússia a que o Conselho de Segurança imponha sanções a Teerã. O Irã tem ameaçado cortar sua relação com a AIEA e dar continuidade ao seu programa nuclear em segredo caso seja alvo de sanções. Lavrov também disse que "é preciso respeitar o direito dos membros bem intencionados do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) ao desenvolvimento pacífico da energia nuclear". O Irã reivindica esse direito, embora a comunidade internacional suspeite que também tente fabricar armas nucleares. A reunião de Sófia permitiu à Aliança Atlântica preparar a cúpula de Riga de novembro próximo, que focará sua transformação perante os novos desafios em matéria de segurança. Os ministros mostraram sua "clara vontade política" de dar uma mensagem positiva em Riga a Croácia, Albânia e Macedônia, que querem ingressar na OTAN e que já contam com planos de ação para a adesão. No entanto, os três países balcânicos devem receber um convite para ingressar na organização só na cúpula do primeiro semestre de 2008, que será dedicada à ampliação, disseram fontes da OTAN.

Agencia Estado,

28 Abril 2006 | 13h51

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