Ebrahim Noroozi/AP
Ebrahim Noroozi/AP

Termina votação em eleição presidencial no Irã

Mais pessoas do que o esperado compareceram às urnas e tempo para votar foi extendido

O Estado de S. Paulo,

14 de junho de 2013 | 16h57

DUBAI - A votação na eleição presidencial no Irã terminou após uma extensão de quatro horas em várias partes do país e de cinco horas na capital Teerã porque mais pessoas do que o esperado se apresentaram para votar.

A eleição é a primeira para um chefe de governo desde que o pleito de 2009 provocou meses de distúrbios políticos na República Islâmica. Eleitores compareceram em grande número às seções eleitorais, apesar da opção limitada entre um moderado e três conservadores linha-dura.

O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, exortou os iranianos a participarem da votação, condenando as autoridades americanas que criticaram a equidade da eleição. O ministro do Interior Iraniano, Mostafa Mohammad Najjar, disse à estatal Press TV que houve um grande comparecimento em todo o país em resposta à exortação do líder.

"Eles querem se levantar contra o inimigo", disse. Israel, Estados Unidos e seus aliados, que acusam Teerã de tentar desenvolver armas nucleares, estão no topo da lista de inimigos do Irã.

Analistas iranianos disseram que o alto comparecimento beneficia o único candidato conservador moderado, Hassan Rohani, já que alguns de seus simpatizantes naturais na classe média urbana estavam considerando a abstenção.

O pedido de Rohani para reabilitar as relações exteriores do Irã e decretar uma "carta de direitos civis" ressoou entre muitos iranianos ávidos por mudança. Mas alguns reformistas disseram que ainda estão em dúvida sobre a votação depois da experiência de 2009, quando líderes reformistas disseram que a eleição foi roubada deles para recolocar o presidente Mahmoud Ahmadinejad no poder. O governo negou ter fraudado a contagem.

Sem pesquisas de opinião confiáveis e independentes no Irã, é difícil avaliar a direção das urnas, menos ainda em que extensão Khamenei, a Guarda Revolucionária e a milícia islâmica Basij exercerão sua poderosa influência sobre a eleição.

Um miliciano da Basij, Hossein, de 27 anos, disse que ia votar em Saeed Jalili, o negociador-chefe da questão nuclear do Irã, porque é o único entre os candidatos a defender a atual postura inflexível de Teerã nas negociações com as potências mundiais e uma política externa ideológica. "Com certeza votarei em Jalili. É o único em quem posso confiar para respeitar os valores da revolução. O líder supremo confia tanto nele que ele lidera as negociações nucleares do Irã." / REUTERS

 
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