(AP Photo/Ng Han Guan)
(AP Photo/Ng Han Guan)

Terminal de porto que explodiu na China tinha 3 mil toneladas de produtos perigosos

Número foi divulgado pelo ministério de Segurança Pública chinês; autoridades tentam evitar que substâncias tóxicas se espalhem para regiões próximas ao porto com a chegada das chuvas

O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 08h56

PEQUIM - O Ministério de Segurança Pública da China confirmou que o terminal do porto da cidade de Tianjin, onde na quarta-feira passada ocorreram duas grandes explosões, continha pelo menos 3.000 toneladas de 40 produtos químicos perigosos.

Em declarações reproduzidas nesta terça-feira, 18, pela televisão oficial chinesa "CCTV", o subdiretor do departamento de bombeiros do Ministério de Segurança Pública, Niu Yueguang, afirmou que, como o local ficou destruído, ainda não foi possível averiguar as quantidades concretas que abrigava.

Entre essas 3.000 toneladas que armazenava o terminal quando aconteceu o incidente, havia 800 toneladas de nitrato de amônia, 700 toneladas de cianureto de sódio e outras 500 toneladas de nitrato de potássio, detalhou Niu.

As autoridades municipais de Tianjin já haviam informado na segunda-feira sobre as 700 toneladas de cianureto armazenadas no terminal de contêineres do porto de Tianjin que explodiu e causou a morte de 114 pessoas e deixou mais de 700 feridos, segundo os últimos números oficiais divulgados.

Em entrevista coletiva realizada hoje, o chefe do grupo de emergência do birô de proteção do meio ambiente de Tianjin, Bao Jingling, disse que restos de cianureto "poderiam" ter chegado aos edifícios residenciais próximos ao porto nas explosões.

Bao anunciou que serão enviados especialistas para limpar a área e alertou para a toxicidade desses resíduos.

O funcionário declarou também que os pontos de controle da qualidade do ar não detectaram nenhum novo contaminante específico desde segunda-feira e que os que estão no ar da região se encontram dentro de níveis considerados "seguros".

No entanto, Bao reconheceu a presença de "dezenas de milhares de toneladas de água contaminada" na cratera causada pela explosão de seis dias atrás, que deverão ser tratadas, perante o temor que esse tanque tóxico se estenda com a ajuda das chuvas que os meteorologistas preveem para os próximos dias.

Para evitar esse cenário as autoridades chinesas estão acelerando a construção de diques provisórios ao redor da área do desastre, de cerca de 100.000 metros quadrados.

Na segunda-feira oito das 40 estações de controle da contaminação de água na área mostraram excessivos níveis de cianureto, em alguns casos quase 30 vezes superiores aos padrões de segurança.

As chuvas ocorridas nas últimas horas em Tianjin acentuaram a preocupação pela contaminação da região, perante a possibilidade que a água provoque uma reação química com o cianureto que há na área das explosões ou que disperse o que se encontra nos contêineres.

As autoridades municipais explicaram também na entrevista coletiva que estão tentando estabelecer diferentes categorias entre os afetados para compensá-los de acordo com seus danos e tentarão indenizá-los "o mais rápido possível". / EFE

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