REUTERS/Claudia Daut
REUTERS/Claudia Daut

Terremoto de 7,2 graus atinge o México e é sentido na capital

Prédios balançaram na capital do México e pessoas tiveram de ser retiradas dos edifícios; governador de estado atingido afirma que há danos materiais, mas não há relatos de vítimas

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2018 | 22h08

CIDADE DO MÉXICO - Um forte terremoto atingiu nesta sexta-feira, dia 16, a Cidade do México, disparando o sistema de alerta na capital mexicanaPrédios na Cidade do México balançaram por mais de um minuto e tiveram de ser esvaziados. O tremor também foi sentido nos Estados de Guerrero, Oaxaca e Puebla. Ainda não há informações sobre vítimas ou desabamentos.

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Até o fim da noite, não havia relato de vítimas. O epicentro foi na localidade de Pinotepa Nacional, no Estado de Oaxaca, às 17h39 locais (21h39 em Brasília), perto da costa do Pacífico, com uma profundidade de 25 quilômetros, segundo o USGS. Não houve alerta de tsunami. 

O governador de Oaxaca afirmou que não há relato de mortos ou feridos, apenas danos materiais. 

Imagens de TV mostraram milhares de pessoas nas ruas no centro da Cidade do México, onde era comemorado o ano novo chinês. Fotos e vídeos postados nas redes sociais mostraram prédios chacoalhando e algumas construções danificadas. Segundo a agência Reuters, há relatos de que o abalo foi sentido também no sul da Guatemala.

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"Com o que aconteceu em 19 de setembro, assim que ouvi o alarme saí descalça com minha filha", disse Mercedes Rojas Huerta, uma dona de casa de 57 anos, enquanto permanecia sentada fora de sua casa na Colônia Condessa, um dos bairros mais afetados pelo terremoto que afetou a Cidade do México cinco meses atrás. "Tenho medo de entrar. A casa é velha", disse Rojas, acrescentando que treme só de lembrar de que no terremoto anterior caíram vários edifícios.

O tremor foi fortemente sentido na Cidade do México durante mais de um minuto. O vídeopostado por um usuário no Twitter mostra luminárias balançando dentro de um prédio na cidade.

 

De acordo com o Serviço Sismológico Nacional do México, o país se encontra em uma zona de alta atividade sísmica em razão da interação de cinco placas tectônicas: a da América do Norte, dos Cocos, do Pacífico, da Rivera e do Caribe. 

A maior preocupação das autoridades mexicanas agora é com as réplicas. O governo do presidente Enrique Peña Nieto ativou todos os protocolos de emergência, que incluem restrições no uso de telefones, corte de energia elétrica, a proibição do uso de fósforos até que haja certeza de que não há vazamento de gás e uma atenção especial às estruturas de casas e prédios para avaliar possíveis danos estruturais. 

Em setembro de 2017, um terremoto de 7,1 graus na escala Richter deixou ao mais de 300 mortos, edifícios destruídos e pilhas de escombros na capital e em mais cinco Estados mexicanos. 

Tremores recentes. Em 7 de setembro de 2017, um terremoto de 8,1 graus na escala Richter atingiu a costa de Chiapas, deixando 98 mortos, a maioria no Estado de Oaxaca. O tremor, considerado o mais forte da história do México, foi sentido em toda a América Central. Doze dias depois, um tremor de 7,1 graus deixou 293 mortos no México e causou milhões em prejuízos materiais.

O epicentro foi registrado no Estado de Puebla, mas foram registrados mortos e danos nos Estados de Morelos, Guerrero e em particular na região metropolitana da Cidade do México. O sismo ocorreu no 32.º aniversário do devastador terremoto de 1985 na Cidade do México. O tremor de 8 graus causou grande destruição e deixou um número estimado de 9.500 mortos (algumas fontes falam em até 30 mil mortos).

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