Álvaro Vidal/Reuters
Álvaro Vidal/Reuters

Terremoto de 7,7 graus atinge Chile; alerta de tsunami é retirado

O epicentro do tremor foi registrado a 40 km de Puerto Quellón

Dayanne Sousa, O Estado de S. Paulo

25 Dezembro 2016 | 13h14
Atualizado 25 Dezembro 2016 | 14h44

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Chile neste domingo, de acordo com informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O epicentro do tremor foi registrado a 40 km de Puerto Quellón, na ilha de Chiloé. O local fica a aproximadamente 1.300 km ao sul da capital Santiago.

O Centro de Alerta para Tsunamis do Pacífico chegou a emitir um alerta de tsunami e recomendou a evacuação do litoral de cinco regiões do país, sem que os primeiros informes relatassem pessoas afetadas ou danos maiores. O alerta de tsunami foi emitido para o litoral das regiões afetadas pelo tremor.

Após o terremoto, a Oficina Nacional de Emergencia (Onemi) recomendou a evacuação da região costeira de Los Lagos e as praias de Biobío, La Araucanía, Los Ríos e Aysén. O tremor também foi sentido em Bariloche, na Argentina.

Sem mortes. Após o forte terremoto que atingiu o Chile neste domingo, não há relatos até o momento de mortes e os danos identificados foram de menor porte, segundo informou o diretor do Escritório Nacional de Emergência do país, Ricardo Toro. Em entrevista coletiva, ele afirmou ainda que cerca de 4 mil pessoas abandonaram a região costeira após alerta de tsunami, mas o estado de precaução já foi reduzido.

De acordo com Toro, algumas estradas sofreram danos. Ele afirmou ainda que a dimensão total dos danos ainda está sendo avaliada e mais informações deverão ser dadas quando houver mais segurança sobre elas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos havia classificado o terremoto como de magnitude 7,7, mas atualizou para 7,6. O terremoto atingiu a Ilha de Chiloé, no sul do Chile, por volta das 11h22 no horário local (12h22 em Brasília).

Os órgãos de segurança retiraram o estado de atenção para a região de Biobío. Foram mantidos os alertas para regiões de La Araucanía, Los Ríos e Aysén. A comunicação com as regiões afetadas é considerada difícil porque trata-se de um local com terrenos amplos e isolados.

/ COM EFE e AFP.

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