EFE/La Gaceta de Tucuman
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Terremoto de 5,9 graus mata 1 no norte da Argentina

Tremor causou destruição e deixou vários feridos na Província de Salta, uma das mais pobres do país

O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2015 | 12h49

BUENOS AIRES - Um terremoto de magnitude 5,9 graus na escala Richter atingiu neste sábado, 17, o norte da Argentina. Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o tremor ocorreu 123 quilômetros a sudeste da capital da Província de Salta, às 8h33. O epicentro foi no departamento de Metán, a 10 quilômetros de profundidade. 

De acordo com o jornal Clarín, a vítima era uma mulher identificada como Alberta Flores, de 80 anos. Ela e seus parentes moravam em uma escola em El Galpón, no sul da Província de Salta, que desabou durante o terremoto. Diversas pessoas ficaram presas nos escombros.

O Instituto Nacional de Prevenção Sísmica (Inpres) também confirmou a mesma magnitude do terremoto. Segundo o órgão, foi o 101.º tremor ocorrido em Salta desde setembro – o mais forte nos últimos anos. O último grande terremoto em Salta ocorreu no dia 27 de fevereiro de 2010. 

O tremor foi de 6,1 graus na escala Richter, com epicentro na região de La Merced, e deixou três mortos. A região norte da Argentina é uma das mais pobres do país e os prejuízos causam um impacto ainda maior na economia local.

Desespero. Ainda segundo o jornal, os bombeiros foram acionados. Com a movimentação, pessoas que moravam perto da escola se mobilizaram para tentar resgatar os feridos. 

Alberta Flores, foi esmagada pela queda de uma parede e já foi retirada dos escombros sem vida. De acordo com os bombeiros, outras casas desabaram parcialmente em El Galpón após os tremores que duraram cerca de 15 segundos. 

Héctor Romero, prefeito de El Galpón, disse que o panorama na região era “desolador”. “Não sei como faremos. Não temos bombeiros, não temos nada”, afirmou. “Tudo está comprometido com a queda de casas. Muita gente ficou sem nada. Estamos sem água, sem luz. Estamos vivendo um terror, um verdadeiro caos.”

O prefeito lembrou que, por sorte, o terremoto ocorreu em um sábado. “Se a escola tivesse desabado durante a semana, todas as crianças teriam morrido.” Romero confirmou que pediu ajuda ao governo da província, especialmente para controlar as pessoas e controlar os saques. “Não temos nem mesmo coordenação. Precisamos que nos enviem alguém da Defesa Civil.”

Ajuda. O governador de Salta, Juan Manuel Urtubey, viajou imediatamente para a região para analisar a situação e coordenador os trabalhos de ajuda ao lado de seus secretários de Segurança, Direitos Humanos e Saúde.

“Eu estava tomando banho e saí correndo para a rua”, disse um morador para a Cadena 3, uma rádio local. Outro morador contou que acordou assustado. “O barulho era muito forte. Saímos imediatamente para a rua.” / REUTERS

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