Gent Shkullaku / AFP
Gent Shkullaku / AFP

Terremoto de 6,4 graus de magnitude na Albânia mata ao menos 20 e fere 600

Tremor é um dos mais fortes registrados no país nas últimas décadas; presidente diz que situação é 'muito dramática'

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2019 | 02h52
Atualizado 26 de novembro de 2019 | 18h15

TIRANA - Ao menos 20 pessoas morreram e cerca de 600 ficaram feridas após um terremoto de 6,4 graus de magnitude abalar a Albânia nesta terça-feira, 26. O tremor foi sentido às 3h54 horário local (23h54 de segunda-feira em Brasília) e é o pior sismo registrado na região desde 1926. 

O presidente Ilir Meta disse que a situação em Thumane, mais próxima do epicentro, é "muito dramática". "Estamos fazendo todos os esforços para tirar as pessoas dos escombros", explicou ele, pedindo a seu governo que solicite ajuda internacional.

"Estamos trabalhando para fazer todo o possível nos locais afetados", afirmou o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama. Ele disse que os países vizinhos, a União Europeia e os Estados Unidos se ofereceram para enviar ajuda, e que conversou com seus colegas da Itália, Grécia e Turquia.

Socorristas ainda se mobilizam na noite desta terça-feira sob os escombros de edifícios na busca de sobreviventes.  

O epicentro do tremor foi registrado no Mar Adriático, 34 km ao noroeste de Tirana, a 10 km de profundidade, de acordo com o Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo. Várias réplicas foram sentidas depois do tremor principal. A mais forte alcançou a magnitude de 5,3. 

Pânico e destruição

Os moradores da capital, assustados, correram para as ruas no momento do tremor. Um homem, em estado de pânico, morreu ao saltar de um edifício em Kurbin, informaram as autoridades locais. Um homem e uma mulher morreram no desabamento de um prédio em Thumane, ao norte de Tirana.

Três pessoas, incluindo uma criança, morreram no desabamento de um edifício em Durres, na costa adriática, ao leste da capital albanesa, informou a ministra da Saúde, Ogerta Manasterliu. Um hotel de três andares em Durres desabou e outro prédio no centro da cidade sofreu danos extensos. 

Os feridos foram encaminhados a hospitais tanto em Tirana quanto em Durres, afirmou Manasterliu. Cerca de 300 militares e 1900 policiais foram mobilizados para ajudar nos resgastes. 

Em Thumane, Marjana Gjoka, de 48 anos, dormia em seu apartamento no quarto andar de um prédio quando o tremor devastou os dois andares mais altos. “O teto desabou sobre as nossas cabeças e não sei como escapamos. Deus nos ajudou”, disse ela, cuja sobrinha de 3 anos estava entre as quatro pessoas presentes no local no momento da tragédia.

As autoridades mobilizaram 300 militares para participar de operações de emergência em Durres e Thumane, onde várias pessoas estão sob os escombros de edifícios, de acordo com o Ministério da Defesa.

O tremor também foi sentido em outras cidades na região dos Balcãs, incluindo Sarajevo, a 400 km de distância, e a cidade sérvia de Novi Sad, a 700 km, de acordo com a imprensa local e vídeos publicados nas redes sociais. 

A mesma região da Albânia havia registrado em setembro um sismo de magnitude 5,6, então considerado o mais forte na região "nos últimos 20 a 30 anos".  

Os Balcãs são uma região de forte atividade sísmica, e tremores são frequentes. / AFP, AP e REUTERS

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