Tiago Queiroz / Estadão
Tiago Queiroz / Estadão

Terremoto de magnitude 7,5 é registrado no Alto Amazonas do Peru

O tremor foi sentido em diversas regiões do norte e centro do país e também na Colômbia, com magnitude de 8,3 graus; o epicentro do sismo foi detectado na região peruana de Loreto

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2019 | 08h06

Um terremoto com magnitude de 7,5 graus foi detectado às 04h41 deste domingo, 26, em Lagunas, distrito com cerca de 12 mil habitantes localizado no Alto Amazonas do Peru. O tremor durou pouco mais de dois minutos - 127 segundos - e assustou a população. Segundo o presidente peruano, Martín Vizcarra, há relatórios preliminares de feridos, de quedas de edifícios, de bloqueios de estradas e de uma ponte destroçada.

O Centro de Operações de Emergência Nacional (COEN) contabilizou 11 famílias prejudicadas.

"É um sismo que afetou toda selva peruana. Estamos coordenando pontes aéreas para transportar pessoas que tenham alguma emergência. É um terremoto de grande magnitude, o mais forte que já afetou o país nos últimos 12 anos", disse Vizcarra antes de viajar a Yurimaguas, a cidade mais próxima ao ponto central do abalo.

O epicentro do tremor foi registrado a cerca de 70 km a sudeste do distrito de Lagunas, na região de Loreto, a uma profundidade de 141 km, apontou o Instituto Geofísico do Peru (IGP).

Geralmente, quanto maior a profundidade do sismo, menor é o impacto ou dano causado na superfície. No entanto, a onda expansiva nesses casos é mais ampla, o que explica porque o tremor foi sentido no Equador, na Colômbia e na Venezuela.

Inicialmente a magnitude do abalo foi registrada em 7,2 graus, mas depois o dado foi revisado pelo IGP. A informação foi divulgada por um tuíte.

O tremor foi sentido em diversas regiões do norte e centro do país, inclusive na capital, Lima, situada a 923 km do local, onde a população teve que sair de suas casas.

O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou em seus sismógrafos que o tremor atingiu uma magnitude de 8 graus, e foi produzido a 110 km de profundidade.

O último grande terremoto no Peru foi registrado em agosto de 2017 na região de Ica, 325 km ao sul de Lima, com magnitude de 7,9 graus, e um saldo de 500 mortes, 2.290 feridos e 76 mil casas destruídas. Cerca de 431 mil pessoas foram afetadas.

"As coisas caíam"

O prefeito de Yurimaguas, Hugo Araujo, disse que houve quedas de edifícios antigos na cidade. Já o prefeito de Lagunas, Arri Pezo, afirmou que a população não quer entrar em suas casas por medo de réplicas do forte terremoto.

"Não se podia caminhar na hora do sismo, as coisas caíam. Não conseguimos verificar se temos danos porque não há energia elétrica", disse o Pezo à rádio RPP.

O diretor do IGP, Hernando Tavera, assegurou, no entanto, que, por conta da profundidade do epicentro do sismo, as réplicas não são frequentes.

O geólogo Patricio Valderrama, do Centro de Monitoramento e Prevenção de Desastres indicou que "o norte do Peru não sente um sismo assim desde o grande terremoto de 1970", em alusão ao terremoto de 7,9 graus que devastou a região de Ancash deixando mais de 70 mil mortos.

O Peru se encontra, como seus vizinhos do Pacífico sul-americano Chile e Equador, em uma região muito sísmica.

Em 24 de janeiro, outro terremoto, de 6 graus de magnitude, atingiu a costa central do Peru, causando danos menores e seis feridos em localidades próximas às centenárias Linhas de Nazca (costa sul).

Nos países vizinhos

Na Colômbia, o abalo também foi sentido com magnitude de 8,3 graus, indica o Serviço Geológico colombiano. Por hora, não há informações de vítimas ou danos. No Equador, foram reportados cortes de energia. / AFP e EFE

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