Cortesia Yayan Kopi/Reuters
Cortesia Yayan Kopi/Reuters

Terremoto mata ao menos 82 na Indonésia

Segundo tremor em um mês a atingir a ilha de Lombok assusta turistas; equipes de resgate continuam em busca de sobreviventes no local

O Estado de S.Paulo

05 Agosto 2018 | 10h21
Atualizado 06 Agosto 2018 | 13h05

JACARTA -  Pelo menos 82 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em um terremoto de 7 graus na Escala Richter  neste domingo, 5, na ilha indonésia de Lombok, apenas uma semana depois de outro tremor no mesmo lugar. 

O epicentro do tremor foi registrado a 10 quilômetros de profundidade, segundo o serviço geológico dos EUA (USGS). Ele foi seguido por dois tremores secundários – um de magnitude 5,4 – e cerca de 20 réplicas.

As autoridades indonésias lançaram um alerta de tsunami, retirado mais tarde. A água do mar invadiu, contudo, dois pontos da costa, disse à emissora local Dwikorita Karnawati, alto funcionário da agência de gestão de catástrofes.

O tremor foi sentido com força na vizinha ilha de Bali, um dos destinos turísticos mais populares da Indonésia, onde moradores e turistas foram às ruas com medo. Também houve danos leves na cidade javanesa de Bandung, a 955 quilômetros de distância. “Todas as pessoas no hotel estavam correndo, então eu também corri. As pessoas lotaram as ruas”, disse uma turista australiana, Michelle Lindsay. 

Foi o segundo terremoto a atingir Lombok em uma semana. Em 29 de julho, um de 6,4 graus, mas a uma profundidade menor, deixou 17 mortos e destruiu centenas de edifícios. Também provocou deslizamentos de lama e pedras que pegaram de surpresa os alpinistas que estavam nas montanhas da ilha, muitos dos quais ficaram bloqueados e demoraram mais de 24 horas para descer.

Vítimas. Segundo Agung Pramuja, chefe de serviços de busca e resgate em Mataram, entre os mortos está um bebê de um ano e um idoso de 72 anos. “Todos imediatamente saíram de suas casas, todos estavam em pânico”, disse Iman, que, como muitos indonésios, tem apenas um nome.

Em várias partes da cidade o fornecimento elétrico foi cortado e os pacientes tiveram de ser retirados dos principais hospitais. Muitas vítimas precisaram esperar atendimento em macas improvisadas fora de uma clínica. O porta-voz da agência indonésia de gestão de catástrofes, Sutopo Purwo Nugroho, afirmou que vários edifícios foram afetados em Mataram. “Muitos eram imóveis construídos com materiais pouco sólidos”, afirmou.

O ministro de Assuntos Internos de Cingapura, K. Shanmugam, que estava em Mataram na hora do terremoto, escreveu em seu perfil no Facebook que seu quarto de hotel no 10.° andar balançou violentamente e as paredes racharam.

“Era praticamente impossível ficar de pé”, escreveu ele. “Saí, consegui descer pelas escadas, enquanto o edifício ainda balançava. A energia caiu por um tempo. Havia muitas rachaduras e portas caindo”. / AFP e AP

 

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