Terremoto deixa 14 feridos na Venezuela

Um terremoto de 6,2 graus de magnitude na escala Richter abalou a Venezuela no sábado e deixou 14 feridos, além de danos materiais. Segundo o ministro do Interior, Tarek el-Aissami, a costa foi a mais atingida. À estatal Venezolana de Televisión (VTV), Aissami informou que os feridos - entre eles, uma jovem e uma criança -, foram atendidos em centros hospitalares e o estado de saúde deles não é grave.

Efe, CARACAS, O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 00h00

O epicentro do tremor foi a 300 quilômetros de Caracas, mas a capital venezuelana também sentiu os abalos, que começaram às 15h36 (17h06, horário de Brasília) e tiveram três réplicas nas horas seguintes: de 4, 3,6 e 3,4, respectivamente. O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) afirmou, porém, que o tremor atingiu 6,4 graus de magnitude.

Segundo o ministro venezuelano, sete casas e dois complexos hoteleiros da região sofreram danos. Em Caracas, as equipes de emergência tiveram de retirar árvores caídas e escombros, decorrentes dos ventos e das chuvas que antecederam o terremoto.

Após o tremor, o ministro de Tecnologia, Jesse Chacón, recomendou o desalojamento de edifícios em situações precárias. A chefe de governo do Distrito Capital (área metropolitana), Jacqueline Farías, declarou que não era possível precisar o ponto exato do epicentro, visto que a Venezuela "está imersa entre várias falhas". "Estamos fazendo estudos para revisar as causas e dar as informações a todos os venezuelanos", disse.

O metrô de Caracas e o sistema ferroviário regional ficaram paralisados inicialmente, mas, segundo o ministro de Infraestrutura e Obras Públicas, Diosdado Cabello, os serviços logo foram reiniciados. Para o presidente da Fundação Venezuela de Investigações Sismológicas (Funvisis), Francisco Garcés, o tremor foi causado pelo sistema de falhas do norte da Venezuela. O alarme causado pelo tremor se somou aos ventos e às chuvas torrenciais, que deixaram diversas vias da capital alagadas.

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