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Terremoto esvazia cerimônia de posse de Piñera no Chile

Governo disse que posse na quinta-feira será simples e que não há clima pra festa.

Marcia Carmo, BBC

09 de março de 2010 | 17h27

O terremoto de 8,8 graus de magnitude que atingiu o Chile há pouco mais de uma semana provocou algumas mudanças na cerimônia de posse do presidente eleito do país, Sebastián Piñera, nesta quinta-feira.

Entre as principais mudanças está a redução significativa na lista de convidados - de cem para 30 pessoas - e o baixo número de comitivas estrangeiras que participarão da posse.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores chileno, responsável pela lista dos convidados estrangeiros, até esta terça-feira somente a presença de alguns presidentes da América do Sul, do rei Juan Carlos e da rainha Sofia, da Espanha, e de um enviado do presidente americano Barack Obama, que seria o secretário de Segurança Nacional, estariam confirmadas.

Entre os líderes regionais que devem estar presentes à cerimônia estão os presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Peru, Alan García, do Equador, Rafael Correa, do Uruguai, José 'Pepe' Mujica e da Argentina, Cristina Kirchner - mas não o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cerimônia modesta

Logo depois da cerimônia de posse em Valparaíso, onde fica o Congresso chileno, Piñera deverá viajar com um grupo de ministros à cidade de Constituición, uma das mais arrasadas pela catástrofe.

Antes dos tremores e das ondas gigantes, a programação incluía visitas a outras cidades do interior país e não a lugares atingidos pelos tremores.

Em entrevista à BBC Brasil, assessores de Piñera e do atual governo de Michele Bachelet afirmaram que as modificações foram feitas para que a cerimônia de posse seja "mais simples" do que o programado antes do desastre.

A mudança na agenda inclui o cancelamento da tradicional missa na catedral de Santiago, que estava agendada para esta sexta-feira.

A missa não poderá ser realizada porque o prédio, do século 18, foi abalado pelos tremores e está interditado. A opção estudada pelos organizadores da equipe de transição é uma barraca ao ar livre, na histórica Praça de Armas, em frente à catedral.

O almoço que Piñera ofereceria para cem convidados, entre eles os presidentes estrangeiros, na cidade de Valparaíso, perdeu um pouco do glamour inicial que previa oferecer pratos de um famoso chef de cozinha.

Com as alterações, o encontro será transformado num "almoço de trabalho", durante o qual está prevista a apresentação do projeto de Piñera para reconstruir as áreas afetadas pelos terremotos e tsunamis.

Despedida

Apenas dois compromissos da agenda inicial da cerimônia de posse serão mantidos: um passeio de Piñera no Ford Galaxy que foi usado pela primeira vez pelo ex-presidente Salvador Allende e um discurso que deverá fazer da sacada do Palácio presidencial La Moneda, na capital do país.

Mas a festa noturna realizada pelos antecessores de Piñera, como Bachelet, foi cancelada.

A atual presidente também alterou sua programação de despedida em função do desastre. Inicialmente, ela ofereceria um jantar de gala para autoridades locais e seus colegas estrangeiros.

Ela deverá se limitar a dar um aperto de mão, em seu gabinete, aos convidados. O governo também teria decidido suspender uma campanha publicitária que exibiria os feitos da atual gestão.

"Não há clima para festa", disseram assessores de Bachelet e de Piñera.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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