Terremoto mata 89 e deixa mais de 600 feridos na China

Tremores atingiram região da Província de Gansu, onde 1,2 mil prédios foram destruídos e 21 mil, danificados

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2013 | 02h14

Terremotos de até 6,6 graus na escala Richter mataram ontem pelo menos 89 pessoas na China, segundo informaram autoridades do governo de Pequim. De acordo com o governo da Província de Gansu, os tremores deixaram 628 feridos - os números da tragédia tendem a aumentar.

Cerca de 1,2 mil edificações foram destruídas e 21 mil prédios foram severamente danificados. O Serviço Geológico dos EUA informou ontem que o primeiro e o mais intenso terremoto ocorreu às 7h45, horário local (20h45 de domingo em Brasília). Seu epicentro foi em Gansu.

Uma réplica de 5,6 graus na escala Richter atingiu a mesma região quase duas horas depois do primeiro tremor. O líder de uma equipe de resgate de 120 integrantes da Polícia Armada do Povo, Su Wei, disse à emissora estatal CCTV que o seu grupo estava a caminho do epicentro, mas encontrava dificuldades de locomoção em virtude dos deslizamentos de terra e de rochas que bloquearam a estrada que dá acesso à região. Houve também falta de energia e queda na cobertura de telefone celular e internet.

A Cruz Vermelha chinesa disse que enviou 200 tendas e 1.000 conjuntos de utensílios domésticos para a região afetada. A organização também afirmou que mandaria ao local equipes de Lanzhou e de Pequim para ajudar no trabalho de socorro e para avaliar outras necessidades.

Tempestades. De acordo com a previsão meteorológica, a região da Província de Gansu deverá ser castigada por fortes chuvas durante a semana, o que aumenta a necessidade da improvisação de abrigos para as pessoas que não puderam retornar a suas casas depois dos terremotos e aumenta muito a possibilidade de ocorrerem novos deslizamentos de terra na região. / AP

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