Terremoto mata pelo menos 57 pessoas na Turquia

Um forte terremoto nesta madrugada soterrou moradores de vilas localizadas entre montanhas na Turquia, matando pelo menos 57 pessoas enquanto elas dormiam. Outras dezenas de pessoas ficaram feridas, segundo funcionários. O terremoto de magnitude 6,0 teve seu epicentro nas montanhas perto da cidade de Karakocan, na província de Elazig, informou o observatório Kandilli, em Istambul.

AE, Agencia Estado

08 de março de 2010 | 09h37

As equipes trabalhavam para resgatar sobreviventes dos escombros, após o tremor das 4h32 (hora local) derrubar casas nas montanhas em várias vilas na principal área curda do país. Famílias inteiras foram mortas, ainda em suas camas. A busca foi cancelada após cerca de oito horas e algumas das vítimas já eram enterradas.

Visitando a região, o vice-primeiro-ministro Cemil Cicek afirmou que houve 57 mortos. Segundo ele, mais de 50 pessoas estão feridas.

Dezoito pessoas morreram em Okcular, um assentamento curdo de 900 pessoas. O local fica ao pé das montanhas, à altura de 1.800 metros, e é possível chegar ali apenas por uma estrada estreita.

Em Ancara, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan afirmou que instruiu a companhia de obras públicas a imediatamente iniciar o projeto de reconstrução na área. Erdogan lembrou que a construção de pau-a-pique é uma "tradição local". "Mas, infelizmente, ela mostrou ter um preço caro", afirmou o líder.

O tremor foi sentido nas províncias vizinhas de Bitlis e Diyarbakir, causando pânico entre os moradores. Os fortes terremotos são frequentes na Turquia, país atravessado por várias falhas geológicas.

Dois poderosos tremores no densamente povoado e industrializado noroeste mataram cerca de 20 mil pessoas em agosto e novembro de 1999. Muitas mortes são atribuídas a construções precárias, resultado da corrupção generalizada no setor de construção turco. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Turquiaterremotomortes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.