Giuseppe Cacace/AFP
Giuseppe Cacace/AFP

Terremoto na Itália deixa 7 mortos, 47 feridos e 5 mil desalojados

Agricultura também foi prejudicada, e tremor destruiu monumentos importantes no país

Efe,

21 Maio 2012 | 19h09

ROMA - O terremoto na região de Emilia-Romagna, no norte da Itália, deixou sete mortos e 47 feridos, obrigou as autoridades locais a retirarem 5 mil pessoas de suas residências, provocou danos à agricultura no valor de 200 milhões de euros e destruiu monumentos importantes.

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Estes dados oficiais foram divulgados nesta segunda-feira, 21, pelo governo da região administrativa um dia depois do tremor de terra de magnitude 5,9 graus que afetou as cidades locais e que foi seguido, nas últimas 24 horas, por cerca de 180 réplicas, algumas com magnitude acima de 5.

O presidente da região, Vasco Errani, pediu ao governo italiano a declaração do estado de emergência nacional, o que será estudado amanhã pelo Conselho de Ministros.

O subsecretário da Presidência do governo de Mario Monti, Antonio Catricala, que está na região, disse hoje que o Executivo não vai se isentar neste caso, após reconhecer que a situação "é séria" e que os danos são muitos.

Das sete vítimas, duas morreram no desabamento de uma fábrica de cerâmica na qual trabalhavam em Sant'Agostino, na província de Ferrara. Outro desabamento matou um marroquino e outra pessoa ainda não identificada em uma zona industrial em Bondeno, a cerca de 15 quilômetros de Sant'Agostino. Também faleceram uma mulher alemã de 37 anos e duas idosas de 87 e 103 anos.

"O fato de que em 2012 desabem construções dos últimos dez anos deve nos fazer refletir", disse o chefe de Defesa Civil, Franco Gabrielli, preocupado com a segurança das edificações modernas.

O mau tempo, com chuva e frio na região, dificultou as tarefas de ajuda aos moradores das cidades afetadas, sobretudo Mirandola, San Felice, Sant'Agostino e Finale Emilia, e a instalação de estruturas de campanha em centros esportivos e escolas.

A Defesa Civil informou que está preparando cerca de 5 mil camas para os quase 5 mil desalojados, dos quais cerca de 1.300 vivem na província de Ferrara, 300 na de Bolonha e o restante na de Modena.

Muitos moradores das cidades atingidas preferiram passar a noite em carros ao invés de dormir em suas casas, devido ao temor de que as incessantes réplicas pudessem provocar novos danos.

Vasco Errani disse hoje que a prioridade do governo regional é dar assistência imediata aos desabrigados e verificar o estado das casas para seus moradores possam voltar a elas o mais rápido possível.

Também será verificado o estado das escolas, para que as aulas sejam retomadas o quanto antes, já que o curso letivo está perto do fim.

Em relação à quantidade de danos, a associação de agricultores mais importante da Itália, a Coldiretti, informou que apenas nesse setor ela passa de 200 milhões de euros, desde armazéns parcialmente desabados, máquinas quebradas, animais mortos e queijos estragados devido à queda de energia em laticínios.

Também é elevado o número de danos ao patrimônio artístico da região, como a torre do relógio de Finale Emilia, construída em 1213 e que rachou ao meio.

Também estão muito danificados a Rocca e o Duomo (catedral) de Finale Emilia, o Castelo Lambertini de Poggio Renatico, a igreja de San Paolo em Mirabello e a sede da prefeitura de Sant'Agostino.

Além disso, foram afetados o Museu Arqueológico e a Pinacoteca de Ferrara e a Galeria Estense, de Modena.

Para evitar roubos de obras de arte de igrejas e outros edifícios, a polícia montou uma operação especial com agentes à paisana que fazem rondas contínuas nos monumentos danificados.

 
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