Terremoto no Chile tem 262 réplicas

Tremor mais forte, de 7,6 graus, causou alerta de tsunami; regiões do norte estão isoladas

SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2014 | 02h03

Réplicas do terremoto de magnitude 8,2 graus na escala Richter, ocorrido no norte do Chile na terça-feira, continuaram a sacudir a região ontem, enquanto aumentava o nervosismo dos habitantes em razão de casas danificadas, vias bloqueadas e demora no restabelecimento dos serviços. Ao menos 262 réplicas foram registradas - a mais forte delas de 7,6 graus, no início da madrugada.

A presidente Michelle Bachelet sobrevoou a região e visitou pequenas localidades agrícolas que ficaram isoladas em razão de deslizamentos. "São os (locais) mais afetados porque estavam isolados. De fato, ainda não é possível chegar (aos povoados) porque há grande destruição. Há máquinas trabalhando, mas ainda vai tomar um pouquinho mais (de tempo para o acesso às regiões ser restabelecido)", disse a presidente em Arica.

Após a réplica mais forte, que ocasionou mais alertas de tsunami e operações preventivas de retirada, tremores com magnitudes superiores a 6 graus ocorreram. "Neste momento, são mais de dez réplicas por hora", disse Sergio Barrientos, diretor do Centro Sismológico.

Na quarta-feira, 270 mil pessoas continuavam fora de suas casas. "Estamos vivendo agora sem luz em alguns setores, sem água há dois dias - não sei se hoje (ontem) vão restabelecer. Está complicado. Os estabelecimentos comerciais não abrem, não temos como nos abastecer", disse Mirna Mela, moradora de Iquique, a cidade mais próxima do epicentro do tremor.

Os habitantes da região reclamam principalmente da alta no preço do pão, cujo quilo estava sendo vendido a US$ 6, e da falta d'água.

O Ministério Público de Tarapacá ordenou que comerciantes especuladores sejam detidos. Na manhã de ontem, cerca de 1,5 mil pessoas faziam fila diante de supermercados e de caixas eletrônicos, segundo apurou a France Presse. Veículos também faziam fila para ser abastecidos. / REUTERS e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.