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Terremotos atingem a China e deixam mais de 50 mortos

Mais de 550 pessoas ficaram feridas e cerca de 200 mil deixaram suas casas, segundo agências de notícias

estadão.com.br,

07 de setembro de 2012 | 03h17

Texto atualizado às 12h45

PEQUIM - Pelo menos 64 pessoas morreram e 20 mil casas foram danificadas após uma série de terremotos, um deles de magnitude 5,7, atingir a fronteira das províncias de Yunnan e Guizhou, no sudoeste da China nesta sexta-feira, 7, informou a agência estatal de notícias Xinhua. Cerca de 200 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

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Mais de 550 ficaram feridas. As 50 mortes confirmadas aconteceram em Yunnan, segundo a  Xinhua. De acordo com a prefeitura de Zhaotong, 49 pessoas faleceram em Yiliang, cidade vizinha de Luozehe, onde foi detectado o epicentro do terremoto. A outra vítima estava em Zhaotong.

Autoridades já estimam que o número total de afetados em Yunnan e Guizhou chegue a 700 mil. O terremoto mais forte ocorreu por volta das 11h (no horário local da China) a uma profundidade de 14 quilômetros com epicentro a cerca de 15 quilômetros do centro de Yiliang, teve uma profundidade de 14 quilômetros e foi seguido por até 16 réplicas, de acordo com o Centro de Controle de Terremotos da China.

O prefeito de Luozehe, Li Fuchun, disse à agência Xinhua que "o mais difícil agora para os trabalhos de resgate é chegar às áreas mais afetadas". "As estradas estão bloqueadas e as equipes de resgate devem escalar montanhas", explicou.

O oeste da China é uma região com frequente atividade sísmica. Em 2010, um tremor de magnitude 7,1 ocorrido na província de Qinghai (centro-oeste do país) teve saldo de 300 mortos e mais de 8 mil feridos. Em 2003, um terremoto de magnitude similar ao de hoje deixou quatro mortos e 594 feridos no condado de Ludian, próximo a Zhaotong.

Foi nesta mesma parte do país, mas na província de Sichuan, onde aconteceu em 2008 o terremoto mais grave em mais de três décadas na China, com saldo de mais de 62 mil mortos. A dimensão da tragédia foi atribuída na época à baixa qualidade das construções, entre elas escolas.

Com Dow Jones, AP e Efe

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