BNPB / AFP
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Mortos em tsunami na Indonésia chegam a 384

Terremoto de 7,5 graus causou ondas de quase 3 metros de altura na ilha de Sulawesi; alertas não funcionaram e muita gente foi pega de surpresa na praia

Reuters, Palu, Indonésia

28 Setembro 2018 | 10h30
Atualizado 29 Setembro 2018 | 13h52

O número de mortos no terremoto de sexta-feira na Indonésia subiu neste sábado, 29, para 384. Segundo autoridades, a quantidade de vítimas deve aumentar significativamente, à medida que equipes de resgate avançam os trabalhos de limpeza dos escombros. O tremor de magnitude 7,5 foi seguido por um tsunami, com ondas de quase três metros, que agravou a tragédia.

Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BMKG, na sigla em indonésio), disse que mais de 16,7 mil pessoas estão desalojada na cidade de Palu, capital da Província de Sulawesi. De acordo com números preliminares, 540 pessoas ficaram feridas e 29 estão desaparecidas. Corpos de algumas das vítimas foram encontrados presos sob os escombros de prédios destruídos.

 

“O governo local declarará o estado de emergência”, disse Nugroho. Ele frisou também que o mais urgente é restabelecer os serviços de energia elétrica e de telecomunicação na região afetada.

Milhares de casas desmoronaram, além de hospitais, hotéis e comércios. A cidade costeira de Palu foi a mais afetada, seguida de Donggala. Ontem, técnicos de telecomunicações e transporte aéreo chegaram ao aeroporto de Palu, que permanece fechado para voos comerciais. A principal estrada que dá acesso à área foi bloqueada por um deslizamento de terra.

Nas redes sociais circulam ontem vídeos mostrando a chegada de uma onda gigante na costa de Palu, conhecida por suas praias, carregando carros e estruturas de madeira antes de atingir as paredes de um shopping e de uma mesquita.

Entre os mortos está um controlador de tráfego aéreo de 21 anos que permaneceu em seu posto no momento do terremoto para garantir que um avião de passageiros prestes a decolar seguisse viagem em segurança. De acordo com autoridades do setor de aviação, Anthonius Gunawan Agung saltou da torre de controle quando a estrutura começou a ruir, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ontem.

Autoridades indonésias reconheceram ontem que o sistema de prevenção a tsunamis falhou. Após o tremor, um alerta disparou, mas foi retirado 34 minutos depois. Em Palu, centenas de pessoas participavam de um festival na praia e foram varridas pela onda gigantesca. 

“Quando a ameaça surgiu, muitas pessoas ainda estavam fazendo suas atividades na praia e não correram imediatamente, se tornando vítimas. Muitos corpos foram encontrados na costa em razão do tsunami”, relatou Nugroho.

Ontem, a BMKG foi alvo de duras críticas nas redes sociais. Rahmat Triyono, chefe do centro de tsunamis, afirmou que a onda atingiu Palu antes que o alerta fosse suspenso.

Ontem, novas réplicas atingiram a região de Palu, uma área habitada por cerca de 2,4 milhões de pessoas. Segundo autoridades, os danos e as vítimas poderiam ser ainda maiores na costa a 300 quilômetros ao norte de Palu, uma região que estão ainda mais próxima ao epicentro do terremoto.  

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