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Terremotos no sul do Japão deixam 12 mil edificações em risco de desabamento

Cerca de 30 mil pessoas estão fora de suas residências preventivamente; governo estima que recuperação de áreas afetadas custará 286,1 bilhões de ienes - equivalente a R$ 9,24 bilhões

O Estado de S. Paulo

30 Abril 2016 | 22h16

TÓQUIO - Cerca de 12 mil edificações ficaram em risco de desabamento devido aos fortes terremotos ocorridos no sudoeste do Japão e que deixaram 49 mortos, informou neste sábado, 30, o governo do país.

O Ministério de Transporte e Infraestrutura identificou 12.013 construções "perigosas" - que poderiam desabar por causa de um novo tremor ou outros fatores - entre os mais de 43 mil edifícios que analisou após os tremores que afetaram a ilha de Kyushu, a segunda mais povoada do Japão.

O número é maior do que o de 11.699 edificações que foram catalogadas como abaladas após o terremoto de magnitude 9 que devastou o nordeste do Japão em 2011. Porém, naquele caso, o tsunami posterior arrasou milhares de construções.

A cidade de Kumamoto, em Kyushu, sofreu na última quinta-feira um terremoto de magnitude 6,5 após o qual ocorreram mais de mil réplicas. Uma delas, ocorrida dois dias depois, teve magnitude 7,3 e foi ainda mais destruidora do que o primeiro abalo, afetando também a vizinha Oita.

Como resultado dos tremores, 30 mil pessoas permanecem fora de suas residências. Embora o trem bala e estradas tenham voltado a ser liberados, centenas de trechos de estradas locais estão bloqueados por escombros, rochas ou árvores.

Por enquanto, o custo total para a recuperação de estradas, canalizações e terrenos agrícolas nas áreas afetadas é estimado em 286,1 bilhões de ienes (R$ 9,24 bilhões). / EFE

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