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Terror na cidade mais vigiada da França

Big Brother Ineficiente

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Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2016 | 07h48

Com 15 câmeras por quilômetro quadrado, uma para cada 283 habitantes, Nice é a cidade mais vigiada da França. O hoje presidente da região dos Alpes-Marítimos, Christian Estrosi, criou o primeiro complexo de videoproteção francês quando prefeito de Nice, em 2010. Neste ano, foi instalado um novo software para garantir a “zona de fãs mais segura da França” aos torcedores da Euro-2016. Quase 400 policiais e 1.400 homens da Força Nacional foram treinados para prevenir atentados. As simulações do general israelense da reserva Nitzan Nuriel, também aplicadas na segurança do Festival de Cannes, previam até ataques com barcos vindos do mar. Nada disso bastou para deter o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel. Mesmo fichado na polícia e condenado em janeiro por violência após um acidente de trânsito, bastou a ele apresentar sua carteira de motorista de carga para alugar o caminhão frigorífico de 19 toneladas com que cometeu o atentado.

Os golpistas da Turquia

Michael Rubin, pesquisador do American Enterprise Institute, previu em março um golpe na Turquia. Com o país à beira do caos econômico e simpatia nula pelo governo de Recep Erdogan, escreveu Rubin, bastaria aos militares libertar ativistas e jornalistas presos, devolver os veículos de comunicação a seus donos – e nenhum líder ocidental criaria caso. Como no golpe contra Mohamed Morsi, no Egito, em 2013.

A esquerda solidária

Na véspera do atentado em Nice, um grupo de políticos da esquerda francesa publicou no jornal Le Monde um manifesto, repleto de erros factuais, em solidariedade à presidente afastada Dilma Rousseff, considerada por eles vítima de um “golpe de Estado institucional”. Que dirão da Turquia?

O horror em vídeo

O WikiLeaks veiculou duas vezes no Twitter um vídeo chocante de corpos inertes, desarticulados pelo atentado. O noticiário televisivo France 2 também levou ao ar imagens repugnantes, em especial um homem ao lado dos restos mortais de um familiar. Diante das críticas, a France 2 se desculpou. “Foi um erro enorme, uma c… enorme”, disse um executivo ao Libération. O WikiLeaks não pediu desculpas ou tentou se justificar.

Os cabelos de Flanby

O presidente François Hollande estava em Avignon, num jantar com artistas, ao receber a notícia do atentado. Na entrevista protocolar do 14 de Julho, dada pela manhã, reagira à revelação do semanário Le Canard Enchaîné sobre o salário de seu barbeiro pessoal: € 9.895 por mês. “Reduzi o orçamento do Eliseu em 30%”, respondeu. Inclusive, disse Flanby, o próprio salário.

O novo lar de Cameron

O ex-premiê britânico David Cameron terá de explicar sua mudança para uma casa de sete quartos e seis banheiros em Holland Park, bairro luxuoso de Londres, emprestada do empresário de comunicação Alan Parker e avaliada em £ 16,8 milhões. Pelo aluguel, Cameron pagaria £ 8 mil por mês, diz o Telegraph.

As sapatadas de Theresa

Conhecida pelo bom gosto na escolha de seus sapatos e escarpins, a premiê britânica, Theresa May, pisou no número 10 de Downing Street sem nenhum salto alto. De saída, deu uma botinada nos ministros da turma de Cameron, como George Osborne (Finanças) e Michael Gove (Interior).

O antagônico “Mr. No”

Causou indignação a indicação do boquirroto Boris Johnson para o Ministério do Exterior. Não será Boris quem comandará o Brexit, mas o libertário e eurófobo David Davis. Ministro para a Europa no governo de John Major, Davis ostentava com o orgulho a alcunha de “Mr. No”, ou Senhor Não. Agora, diz que o Brexit resultará em “mais oportunidades globais”.

Flórida, o Estado crítico

A pesquisa que ligou o alerta na campanha de Hillary Clinton não foi a nacional, em que Donald Trump a alcançou, mas a da Flórida. Hillary liderava no Estado. Na semana passada, Trump apareceu 5 pontos à frente na sondagem da Quinnipiac. Sem levar os 29 votos da Flórida no Colégio Eleitoral, a chance de Trump é quase nula.

INSPIRAÇÃO

“Use um caminhão como máquina-segadora – não para ceifar a grama, mas para ceifar os inimigos de Alá.”

Yahia Ibrahim, NO ARTIGO “A MAIS MODERNA MÁQUINA-SEGADORA”, PUBLICADO EM 2010 NA REVISTA ‘INSPIRE’, DA AL-QAEDA NA PENÍNSULA ARÁBICA, UM DOS GRUPOS JIHADISTAS QUE DERAM ORIGEM AO ESTADO ISLÂMICO

EM PERIGO

57 crianças deram entrada no hospital Lenval após o ataque em Nice, tuitou uma jornalista do diário ‘Le Monde’

 

 

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