Terror se aproveita de mulheres brasileiras na Suíça, diz jornal

Segundo relatou neste domingo o jornal Le Matin, um dos principais de língua francesa da Suíça, prostitutas brasileiras estariam sendo contratadas para se casar com supostos terroristas, o que garantiria aos membros do grupo vistos para viver na Suíça. Entre essas prostitutas, histórias de brasileiras que, por já estarem no país há anos, contam com o visto de residência e podem cumprir o papel de legitimar a permanência de um estrangeiro.O jornal aponta que as denúncias, que estão sendo investigadas pela polícia de Genebra e pelo Ministério Público suíço, foram feitas por uma ex-prostituta brasileira, identificada apenas como Linda. Segundo ela, outras mulheres que vivem em Genebra são contactadas para se "casarem" com cidadãos de Bangladesh e recebem 50 mil francos suíços (R$ 100 mil) pelo contrato. As prostitutas seriam levadas à Dacca, capital de Bangladesh, onde formalizariam o casamento e voltariam com seus supostos maridos para a Suíça. Uma vez estando no país europeu, os esposos desaparecem, mas desta vez com vistos de residência por legalmente estarem casados com pessoas com autorização para viver na Suíça.A brasileira decidiu fazer as denúncias à polícia depois que foi ameaçada de morte e de ter sido espancada por se recusar a assinar o contrato de casamento. Ela conta, porém, que uma outra colega sua do Brasil descobriu um volume importante de armas na casa do futuro "marido". Com medo, a mulher teria fugido e retornado ao País. Segundo a polícia de Genebra, cerca de 130 casamentos falsos como os relatados pela brasileira já foram identificados em Dacca entre 2000 e 2002. Além dos casamentos em Bangladesh, cerca de 200 outras uniões foram celebradas entre pessoas com vistos de residência na Suíça e cidadãos da Índia, Paquistão, Malásia e Filipinas. Linda releva que o homem de contato desses casamentos é um muçulmano que vive em Zurique.

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