Terrorismo ainda será uma ameaça durante anos, diz Blair

Ex-premiê afirma que sucessores deverão vigiar grupos suspeitos no Reino Unido

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 19h16

O terrorismo internacional será uma ameaça para o Reino Unido durante anos e será motivo de preocupação para muitos primeiros-ministros, afirmou o ex-chefe do governo britânico Tony Blair. A declaração do ex-premiê foi feita durante entrevista que será transmitida na noite desta segunda-feira, 2, em um canal de televisão britânico. O programa foi gravado antes da renúncia de Blair ao governo e será exibido depois dos incidentes no último final de semana. A polícia britânica descobriu, na sexta-feira, dois carros no centro de Londres com gasolina e bujões de gás propano, prestes a explodir. No sábado, terroristas lançaram um jipe contra o aeroporto de Glasgow, na Escócia. Sete pessoas foram detidas até a manhã desta segunda-feira. Blair, que renunciou na semana passada, disse ao Channel 4 que a ameaça de "grupos significativos" será a principal preocupação para seu sucessor, o atual primeiro-ministro, Gordon Brown, assim como para os próximos. "Isto é o que meu sucessor e o sucessor dele afrontarão e provavelmente quem vier depois". Ele ainda insistiu que a vigilância de suspeitos de terrorismo em grande escala é essencial e qualificou de "absurdas" as críticas dos grupos defensores dos direitos civis contra as medidas antiterroristas. "Temos grupos significativos que estão aqui e conspiram para cometer atos terroristas. E temos que vigiar toda essa gente", afirmou. "A idéia de que isso é um ataque às centenas de anos de liberdades civis britânicas é completamente absurda", acrescentou. Blair considerou "exageradas" as críticas dos grupos defensores das liberdades civis pela assinatura de memorandos de entendimento com países onde se pratica a tortura para facilitar a deportação de supostos terroristas. "Ninguém estará falando de liberdades civis, estarão fazendo ´barulho´" e os cidadãos questionarão "à polícia, aos serviços de segurança, ao governo, ´por que não agimos antes?´", disse.

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