Terrorismo caiu na América Latina em 2014, diz Washington

Farc e Sendero Luminoso perderam força e governo cubano deixou de incentivar atividades de organizações terroristas

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2015 | 02h03

O relatório anual do Departamento de Estado dos EUA sobre terrorismo, divulgado ontem, revela uma queda nas atividades do gênero na América Latina, em 2014, especialmente em Cuba, Peru e Colômbia. Segundo o estudo, o governo cubano deu garantias de que não facilitará o terrorismo internacional. Em razão das negociações entre Bogotá e Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a atividade terrorista na região andina também caiu.

Os Estados Unidos, que formalizaram a saída de Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo em 29 de maio como parte do processo de normalização das relações bilaterais, destacou que o governo da ilha deu garantias de que não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro.

O relatório reconhece que Cuba continua permitindo que aproximadamente duas dezenas de membros do grupo terrorista basco ETA sigam no país, mas indica que Havana garantiu que não permitirá que os militantes usem território cubano para organizar ações contra a Espanha ou outro país.

"Não há informação disponível que indique que o governo de Cuba permita que esses membros da ETA planejem, financiem, liderem ou cometam atos de terrorismo internacional enquanto residem em Cuba", afirma o Departamento de Estado.

Sobre as Farc e o Exército de Libertação Nacional, o Departamento de Estado continua considerando ambos os grupos como a maior fonte de atentados terroristas na América Latina. No entanto, ressalta o caráter positivo das negociações entre as Farc e o governo colombiano. Ainda de acordo com a avaliação do governo americano, o Sendero Luminoso, no Peru, também perdeu força.

Aumento. No mundo, os ataques terroristas aumentaram em mais de um terço e o número de vítimas fatais cresceu 81% em 2014, ano em que o Estado Islâmico (EI) ofuscou a Al-Qaeda como principal grupo militante islâmico.

O relatório anual também registra um fluxo inédito de combatentes estrangeiros na Síria. Analisadas como um todo, as tendências mostram que os grupos militantes representam um grande desafio para os EUA e seus aliados.

"Os dirigentes da Al-Qaeda pareceram perder ímpeto na condição de líderes de expressão própria de um movimento global diante da expansão rápida do Estado Islâmico e de sua proclamação de um califado", diz o texto. / AP, EFE e REUTERS

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