Terrorismo é ameaça à América Latina e ao Caribe, adverte OEA

"O terrorismo na América Latina e no Caribe é uma ameaça real e pode perturbar as aspirações nacionais de criação de sociedades mais democráticas", advertiu o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o chileno José Miguel Insulza. "Não há uma garantia total de segurança contra terroristas decididos a atuar", admitiu Insulza em mensagem ao Comitê Interamericano contra o Terrorismo (CICTE), no encerramento em Bogotá do sexto período de sessões ordinárias. O secretário-geral da OEA observou que nada garante que o hemisfério não seja alvo de "ataques terroristas em grande escala", como os de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Segundo ele, regiões como a América Latina e o Caribe não têm uma "imunidade única e exclusiva no mundo" contra o terrorismo. O diplomata observou que atentados terroristas cometidos "em lugares remotos podem ter efeitos devastadores perto de nós". De acordo com o dirigente da OEA, as sessões do CICTE "ajudaram a trazer novos enfoques à natureza da ameaça terrorista nas Américas, em relação também às medidas práticas que podem ser adotadas" para combatê-las. A conferência terminou com a adoção da "Declaração de San Carlos sobre a cooperação no hemisfério para enfrentar o terrorismo de maneira integral".

Agencia Estado,

25 Março 2006 | 02h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.