Jim Lo Scalzo/Efe
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Terrorismo e China estão na agenda de Hillary na África

Secretária de Estado norte-americana vai passar por seis países africanos

AE, Agência Estado

31 de julho de 2012 | 12h58

WASHINGTON - As crescentes ameaças à segurança representadas pelas ações de militantes islamitas e a crescente influência da China em toda a África estão no topo da agenda da viagem de 11 dias que a secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton iniciou ao continente nesta terça-feira, 31. É sua última maratona ao exterior, que a levará a pelo menos seis países africanos, dentre eles a nação mais nova do mundo, o Sudão do Sul, assim como Uganda, Quênia, Malavi e África do Sul.

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A viagem começa pelo Senegal onde, segundo autoridades norte-americanas, Hillary fará um discurso advertindo os países africanos sobre os perigos dos investimentos chineses, que segundo muitos especialistas podem enriquecer a China às custas da África. Ela dirá que o desenvolvimento adequado pode diminuir o apelo de grupos extremistas que estão ganhando força na Nigéria e no Mali e ainda ameaçam a Somália.

Sem mencionar a China nominalmente, Hillary vai pedir aos líderes africanos que estudem cuidadosamente projetos propostos por países estrangeiros que hão exijam completa prestação de contas e que podem encorajar a corrupção, em detrimento do povo de alguns dos países mais pobres do mundo, segundo fontes que falaram em condição de anonimato.

Os Estados Unidos estão cada vez mais preocupados com o crescente interesse da China na África, resultado da enorme necessidade chinesa de energia e de recursos naturais para abastecer sua economia. Autoridades norte-americanas, dentre elas a própria Hillary, já expressaram reservas sobre a prática chinesa de investir em enormes projetos de infraestrutura e construção que só empregam trabalhadores chineses e ignoram direitos humanos e princípios democráticos.

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse em comunicado que Hillary vai usar seu discurso em Dacar para enaltecer a democracia senegalesa e "destacar a abordagem de parceria norte-americana" em toda a África. Do Senegal, a secretária de Estado seguirá para o Sudão do Sul, Uganda e Quênia.

Com AP

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