Terrorismo e prazo: problemas para o primeiro-ministro Korei

Um militante palestino se matou nesta segunda-feira perto de uma posição do exército israelense em Azzoun, povoado da Cisjordânia próximo à fronteira com Israel. O homem-bomba morreu sem deixar outros feridos. A Brigada dos Mártires de Al Aqsa, grupo ligado ao movimento Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, assumiu a autoria do ataque e identificou o suicida como Sabih Abu Saud. O atentado acontece a dois dias do prazo final para o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, formar um novo governo. Caso Korei não consiga completar o gabinete dentro do prazo, ele corre o risco dar início a uma nova crise política, com o aumento do impasse sobre o plano de paz apoiado pelos Estados Unidos e a suspensão dos encontros já agendados com o primeiro ministro israelense, Ariel Sharon, e com os dirigentes do grupo militante Hamas. Em Ramalá, Korei teria programado se encontrar hoje com Arafat e dirigentes do Fatah, para chegar a um acordo sobre o novo gabinete. Ainda não há consenso sobre quem ocuparia o cargo de ministro do Interior, que terá importante papel nas ações contra os grupos armados. A recusa de Arafat de entregar o controle de alguns postos das forças de segurança também cria atritos. Durante o último mês, Korei comandou um gabinete reduzido e de caráter interino, e esteve virtualmente paralisado. Durante o fim de semana, Arafat pediu ao primeiro-ministro que continue os trabalhos para formar o novo gabinete. Segundo legisladores palestinos, o mandato de Korei termina à meia-noite de hoje, restando outras 24 horas para a formação da nova equipe. Com o governo formado, Korei pretende conversar com Sharon e líderes do Hamas, para reativar o plano de paz apoiado pelos Estados Unidos. A imprensa israelense especula que os primeiros-ministros dos dois lados se encontrarão no fim de semana.

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