Terrorista da Malásia é suspeito de atentado em Jacarta

Aumentaram as suspeitas de que o líder fugitivo de um grupo terrorista do sudeste asiático teria planejado a explosão das bombas suicidas em dois hotéis americanos de luxo na capital da Indonésia. Investigadores examinaram partes de corpos e outras evidências na tentativa de identificar os dois terroristas suicidas que explodiram as bombas. Eles confirmara a morte de um terceiro australiano no atentado, aumentando o número de estrangeiros mortos confirmados para quatro. O total de oito mortos inclui os dois suicidas.

AE-AP, Agencia Estado

18 de julho de 2009 | 12h16

Especialistas em terrorismo suspeitam que os ataques foram orquestrados por Noordin Top, um fugitivo da Malásia que lidera uma facção da milícia asiática Jemaah Islamiyah, vinculada à Al-Qaeda. "Eu tenho 200% de certeza que este é um trabalho de Noordin", disse Nasir Abbas, um ex-terrorista que se transformou em informante da polícia.

Os terroristas suicidas disfarçados de hóspedes atacaram os hotéis J.W. Marriott e o Ritz-Carlton em Jacarta, criando explosões que feriram mais de 50 pessoas, de acordo com as autoridades. Um investigador da polícia confirmou à AP que Noordin realmente é o principal suspeito. "Considerando o alvo, a localização e o conteúdo das bombas, está claro que é um trabalho de Noordin", disse o investigador que preferiu não ser identificado.

Ele disse também que a polícia confiscou notas manuscritas, um telefone celular e uma bomba colocada dentro de um laptop, encontrados no quarto 1808 do Marriott, onde os terroristas aparentemente prepararam as explosões.

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