Terrorista de Mumbai pediu ajuda legal ao Paquistão, diz Índia

Único atirador sobrevivente teria escrito carta ao consulado; advogados indianos se recusam a defendê-lo

Associated Press,

13 de dezembro de 2008 | 12h08

A polícia indiana disse neste sábado, 13, que o atirador sobrevivente dos ataques contra Mumbai escreveu uma carta para oficiais paquistaneses pedindo ajudando legal. Rakesh Maria, chefe das investigações dos atentados que mataram mais de 171 pessoas, afirmou que Mohammed Ajmal Amir (conhecido como Kasab) escreveu uma carta para o consulado paquistanês na quinta-feira requisitando "ajuda legal." Veja também:Paquistão interdita entidade islâmica e prende ativistas Maria disse ainda que Kasab pediu para encontrar um representante no consulado. Segundo o investigador, a mensagem foi encaminhada para o governo indiano por oficiais paquistaneses. Vários advogados indianos se recusaram a defender o caso de Kasab, que, de acordo com as autoridades, já foi interrogado e forneceu importantes detalhes sobre os ataques e também sobre os responsáveis pela operação. Um advogado designado pela corte, Dinesh Mota, se recusou a aceitar o caso. Pela legislação indiana, a polícia pode manter detidos suspeitos por meses, antes que qualquer acusação formal seja apresentada.  Kasab, o único terrorista sobrevivente de um grupo de 10 que atacaram o centro financeiro da Índia em novembro, enfrenta acusações de fazer guerra contra a Índia, assassinato, tentativa de assassinato e violação da Lei de Armas e Explosivos. Recomeço O Taj Mahal Palace & Tower, um dos hotéis atacados em Mumbai, será parcialmente reaberto no próximo domingo. "A reabertura do Taj com essa rapidez, mas sem a perda da atenção aos detalhes, mostra nossa resolução em homenagear todas as pessoas inocentes e corajosas que perderam suas vidas durante os ataques terroristas", disse o presidente-executivo da Indian Hotels, Raymond Bickson, em comunicado. O luxuoso hotel começará suas operações com a reabertura dos quartos do Taj Mahal Tower. A data de retomada das operações no prédio adjacente histórico, conhecido como Taj Mahal Palace, ainda não foi estabelecida, de acordo com um relações públicas do grupo.

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