REUTERS|Francois Lenoir
REUTERS|Francois Lenoir

Terrorista de Paris pode ter fugido para a Síria

Informações sobre paradeiro de Abdeslam são desencontradas; polícia também buscou por ele em Molenbeek

O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2015 | 20h56

BRUXELAS - Serviços de inteligência da França disseram nesta segunda-feira acreditar que o suspeito Salah Abdeslam, que tem ordem de prisão internacional por envolvimento nos ataques em Paris, pode ter fugido para a Síria, segundo informações da rede CNN obtidas de uma fonte próxima da investigação.

As informações sobre Abdeslam ainda eram confusas e a fonte consultada pela CNN, cujo nome não foi revelado, não deu mais detalhes sobre essa possibilidade.

A polícia belga efetuou uma operação antiterrorista no distrito de Molenbeek, na Grande Bruxelas, que estaria ligada à investigação sobre os atentados terroristas na capital francesa, informou a rede pública de televisão RTBF nesta segunda-feira.

A Procuradoria belga disse que Abdeslam poderia estar escondido em um dos imóveis da região, conhecido por ser habitada por moradores da comunidade árabe e muçulmana. Contudo, até o fim desta segunda-feira, ninguém havia sido detido.

As ações ocorreram no bairro de Beekkant, em Molenbeek, onde viviam vários dos envolvidos nos atentados do dia 13, que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos.

Segundo a rede de TV, a rua estava isolada e uma das operações foi realizada em uma “casa desocupada”. Os detalhes da ação não foram revelados.

Detonadores. No sábado, o jornal Le Parisien revelou que Abdeslam comprou uma dezena de detonadores para montar coletes explosivos em uma loja a cerca de 35 km da capital francesa, pouco mais de um mês antes dos ataques.

O gerente da empresa, localizada na cidade de Saint Ouen l’Aumône, reconheceu Abdeslam por meio da ficha de foragido e acionou a polícia para informar que ele havia passado por seu estabelecimento.

Segundo o gerente, o criminoso foi a sua loja entre o fim de setembro e o início de outubro e apresentou a carteira de motorista como identificação. Antes de fazer a compra, perguntou se os detonadores eram realmente “eficazes” e “confiáveis”.

O fato de Abdeslam estar no país semanas antes de cometer os atentados não surpreende os investigadores, que constataram que ele fez várias viagens entre Molenbeek e a França. Dois dias antes dos ataques, a câmera de segurança de um posto de gasolina da cidade de Ressons-sur-Matz, ao norte de Paris, registrou a passagem de um dos carros usados nos atentados.

Investigadores analisam a hipótese de que Abdeslam tinha a intenção de se explodir com o colete assim como os sete jihadistas suicidas que agiram no dia 13. Um desses coletes foi encontrado no sul de Paris, região onde o terrorista passou a noite dos atentados antes de ir para Bruxelas. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
FrançaParisSíriaMolenbeekBruxelas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.