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Terrorista morre em tentativa de atentado contra templo faraônico no sul do Egito

Bomba teria explodido enquanto era instalada em estacionamento do templo de Karnak, na cidade de Luxor; agência estatal diz que polícia frustrou uma tentativa de ataque a um ônibus turístico

O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 09h11

CAIRO - A explosão de uma bomba nesta quarta-feira, 10, em um estacionamento perto do templo faraônico de Karnak, na cidade de Luxor, no sul do Egito, causou a morte de pelo menos um terrorista e deixou outros dois feridos, um deles em estado grave. 

Uma fonte de segurança informou que nenhum turista ou agente da polícia ficou ferido no ataque, o primeiro ocorrido na região turística nos últimos anos.

A morte do terrorista teria ocorrido enquanto ele tentava instalar a bomba no local, segundo a fonte. Os outros dois homens tentaram atacar os policiais na sequência, mas os agentes reagiram a tempo e conseguiram feri-los.

No entanto, uma fonte do Ministério do Interior do Egito, citada pela agência oficial "Mena", afirmou que a polícia teria frustrado uma tentativa de ataque a um ônibus turístico e entrou em confronto com os terroristas. De acordo com essa versão, um dos homens detonou a carga explosiva que levava, tentando um ataque suicida, enquanto o segundo foi morto a tiros.

O ministro de Antiguidades do Egito, Mamduh Damati, disse que o ataque ocorreu fora do templo de Karnak, sem o registro de vítimas entre os turistas ou funcionários do governo.

Damati explicou que a polícia conseguiu impedir os terroristas antes que eles se aproximassem do centro turístico, que fica próximo ao complexo faraônico. O governo mandou reforçar as medidas de segurança em todos os sítios arqueológicos do país.

O atentado fracassado é o primeiro cometido perto de um templo em Luxor desde o início de uma onda de ataques terroristas no Egito há dois anos. Os alvos têm sido, principalmente, as forças de segurança.

Na década de 90, o grupo Gamaa Islamiya promoveu vários atentados contra turistas, o mais grave deles no templo de Hatshepsut, em 1997, que provocou a morte de 60 estrangeiros, a maior parte deles suíços e japoneses. 

Os ataques dos últimos dois anos não tinham tido até então alvos turísticos, apesar de um incidente ter sido registrado perto das Pirâmide de Gizé, no oeste do Cairo, há uma semana. Dois policiais, que estavam de serviço em um posto de segurança da região, morreram por disparos de desconhecidos.

Os templos de Karnak, que constituíam o complexo religioso mais importante do antigo Egito, foram construídos há quase 4.000 anos, durante os governos dos faraós Amenhotep I e Ramsés II. Esse complexo, junto com as ruínas do templo de Luxor e a necrópoles de Tebas, foram declarados como patrimônio da humanidade pela Unesco em 1979. / EFE

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