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Terrorista preso em Guantánamo pode ir para a Austrália

O ministro de Relações Exteriores da Austrália, Alexander Downer, declarou que o australiano David Hicks, preso na base americana de Guantánamo, em Cuba, poderá cumprir pena em seu país, por ter se declarado culpado de apoiar atividades terroristas.Downer disse à rádio ABC que se Hicks aceitasse o "acordo de culpabilidade", em troca a promotoria não recomendaria a pena máxima. Além disso, poderia ser beneficiado, cumprindo a sentença na Austrália.Os advogados de Hicks disseram que, após mais de cinco anos preso na base militar, ele estava disposto a fazer o possível para sair.Nos Estados Unidos, a porta-voz para Assuntos Exteriores do Partido Democrata, Natasha Stott, disse que a declaração de culpa de Hicks era "um ato desesperado, de um homem desesperado, que nunca teve um julgamento justo".O antigo advogado de Hicks, Stephen Kenny, também se surpreendeu com a decisão de seu ex-cliente de admitir sua culpa, o que nunca tinha aceitado anteriormente."Qualquer pessoa que tenha ficado nas condições em que ele esteve durante cinco anos terá que concordar que mesmo acabar numa prisão australiana, em comparação com Guantánamo, será uma melhora enorme. Pelo menos a sua saúde mental não estará em perigo", disse.O australiano, de 31 anos, enfrenta a acusação de dar apoio ao terrorismo por supostamente receber treinamento num acampamento da rede da Al Qaeda, e lutar ao lado dos talibãs durante a invasão do Afeganistão, em 2001.

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