Terrorista procurado no sudeste da Ásia teria sido morto

O líder de ataques terroristas mais procurado no sudeste da Ásia teria sido morto na Indonésia durante uma ofensiva de 16 horas a um provável esconderijo militante. Autoridades disseram que ainda é preciso confirmar a identidade do homem morto, que seria Noordin Mohammad Top, responsável pelos ataques a dois hotéis estrangeiros no mês passado em Jacarta, capital da Indonésia, e também os atentados de 2002 e 2005 em Bali. O corpo do suposto líder foi encontrado morto no banheiro de uma casa em um vilarejo na província central de Java, intensivamente bombardeada e alvejada. O corpo do suposto líder foi embarcado para Jacarta para autópsia, mas a polícia disse que ainda não pode confirmar sua identidade. Segundo o chefe da polícia nacional Bambang Hendarso Damuri, um anúncio oficial da morte do líder será feito após testes de DNA.

AE-AP, Agencia Estado

08 de agosto de 2009 | 10h22

Os ataques suicidas aos hotéis J.W. Marriott e Ritz-Carlton em Jacarta mataram sete pessoas, seis estrangeiras, e interromperam quatro anos de trégua nos atentados na Indonésia, o país com maior população muçulmana do mundo. Acredita-se que Noordin também desempenhou papel importante em quatro outros atentados na Indonésia desde 2002, incluindo a uma casa noturna em Bali no mesmo ano, que matou 202 pessoas, na grande maioria estrangeiros. Posteriormente, ele emergiu como líder regional e mentor de uma outra série de atentados suicidas, entre os quais um outro atentado triplo em Bali em 2005, que causou a morte de dezenas de pessoas.

Noordin é nascido na Malásia e se disse, em um vídeo gravado em 2005, representante no sudeste da Ásia do grupo militante Al-Qaeda e responsável por ataques a civis ocidentais, para vingar a morte de muçulmanos no Afeganistão. Sua captura seria uma grande vitória para a Indonésia na luta contra os ataques de militantes, em consequência da grande influência motivacional, financeira e de planejamento de Noordin.

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, disse em entrevista ter sido informado da operação "para erradicar o terrorismo", mas não fez menção a Noordin. Ele elogiou a polícia. Pouco antes da captura e morte Noordin, a polícia cercou uma segunda casa próxima a Jacarta, onde dois supostos militantes foram mortos e encontradas bombas. A casa fica a cinco quilômetros da residência do presidente e, de acordo, com o site Detik.com os homens planejavam um atentado contra Susilo. A polícia indonésia já prendeu mais de 200 militantes ligados à rede Jemaah Islamiyah desde 2002, incluindo muitos com ligações a Noordin. A polícia ofereceu US$ 100 mil por informações sobre o líder.

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