REUTERS/Eddie Keogh
REUTERS/Eddie Keogh

Terrorista que agiu em Londres mudou de atitude ‘de repente’, descrevem vizinhos

Bairro de Barking está sendo alvo de várias operações policiais em razão das investigações do atentado; pessoas que moram na região dizem que agressor mudou comportamento repentinamente, mas que ‘não era agressivo’

O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2017 | 10h59

LONDRES - Um dos três autores do ataque de Londres era um pai "simpático" de duas crianças que "de repente mudou de atitude, agindo de forma diferente", informaram nesta segunda-feira, 5, vizinhos do bairro onde morava, o qual está sendo alvo de várias operações da polícia.

Os três responsáveis pelo atentado de sábado à noite, que deixou 7 mortos e 48 feridos, os quais as autoridades disseram que já foram identificados, foram neutralizados por policiais. A imagem de um deles, apresentado como o líder do grupo, estampava as primeiras páginas dos jornais britânicos nesta manhã. 

Na foto, aparece um homem de barba, cabeça raspada, deitado no chão depois de ser morto. Ele veste calça camuflada e o que parece ser um cinto de explosivos, que era falso, segundo a polícia. Os agentes pediram aos veículos de imprensa que não divulgassem a sua identidade para não atrapalhar a investigação.

"Seu nome é Abdul, nós o chamávamos de Abs no ginásio local", relatou Michael Mimbo, um jovem morador do bairro multiétnico de Barking, no leste da Grande Londres, onde várias buscas e prisões foram realizadas. Segundo ele, o agressor era originário do subcontinente indiano.

Perto dali, Salahudeen, um instrutor de autoescola de 40 anos, se lembra bem do agressor. "Ele era visto com frequência por aqui. Era simpático, mas de repente mudou seus hábitos, já não agia como de costume. Ele não era agressivo. Mas, ultimamente, não falava mais do que um olá-adeus", disse.

"Ele tinha dois filhos, um de cerca de três anos e uma bebê recém-nascida de apenas duas semanas", revelou. Após se mudar para o bairro habitado principalmente por famílias da classe trabalhadora "há cerca de um ano", era alguém que "amava as crianças" e "jogava futebol no parque".

Um ex-amigo do agressor disse à emissora BBC que telefonou para a linha de telefone antiterror do país. "Eu contei a eles sobre nossa conversa e os motivos que me levavam a creer que ele era radicalizado", relatou o homem, que não quis se identificar. Apesar do aviso, ele disse que o colega não foi preso e pôde continuar com seu passaporte. "Fiz minha parte. Sei que muitas outras pessoas também, mas as autoridades não fizeram a parte delas."

A polícia realizou 12 prisões no domingo e "mais algumas" nesta segunda-feira em duas novas operações em Newham e Barking. Na véspera, foram presos 7 mulheres e 5 homens com idades entre 19 e 60 anos. Um homem de 55 anos foi liberado sem acusação. / AFP

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