Terrorista teria se reunido em Praga com cônsul iraquiano

Mohammed Atta, considerado um dos pilotos suicidas dos atentados terroristas contra as torres gêmeas do World Trade Center de Nova York, teria estado duas vezes em Praga, onde teria se reunido com o então cônsul iraquiano e agente dos serviços de espionagem do país, Ahmed Ibrahim, informou hoje o jornal checo Dnes. Atta, de 33 anos, teria passado por Praga a primeira vez em junho de 2000, durante uma viagem da Alemanha para New Jersey e teria permanecido na estação "em trânsito" do aeroporto, já que não tinha visto para a República Checa. Em sua segunda passagem, no mesmo ano, ele teria se encontrado com Ibrahim. "Não há provas fotográficas ou gravações sobre este encontro apenas o testemunho de uma terceira pessoa", disse ao jornal uma fonte do serviço secreto checo, que pediu para não ser identificada. O diário, que alerta para o risco de se utilizar este encontro para conectar o regime de Saddam Hussein com os ataques terroristas de 11 de setembro contra os Estados Unidos, dá como certo que o cônsul iraquiano trabalhava em Praga para a espionagem de seu país, fato que provocou sua expulsão em abril passado. Ibrahim havia chegado a Praga em 1999, em substituição a Dzabir Saltm, que, segundo o jornal, fora agente duplo para a Grã-Bretanha, e em 1998 refugiou-se em Londres, para onde levou a família e toda a documentação em seu poder.

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