Terroristas filipinos ameaçam decapitar reféns

Sequestrados são voluntários da Cruz Vermelha; braço da Al-Qaeda exige retirada das Forças Armadas

Efe

30 de março de 2009 | 06h34

A organização terrorista Abu Sayyaf ameaçou decapitar nas próximas 24 horas os três voluntários da Cruz Vermelha Internacional que mantém sequestrados nas Filipinas, se o governo não retirar as Forças Armadas do sul do arquipélago.

 

Após o fracasso das últimas negociações, os criminosos deram até as 14h locais (2h de Brasília) desta terça-feira, 31, como horário limite para a retirada dos militares de 15 aldeias da ilha de Jolo, anunciou nesta segunda-feira o ministro do Interior filipino, Ronaldo Puno.

 

O ultimato é impossível de se cumprir, e, se for cumprido, será respondido "com a força", respondeu o ministro.

 

Há duas semanas, os sequestradores afirmaram que libertariam um dos voluntários se os soldados saíssem de perto de suas bases em Jolo, mas deram para trás, apesar de os militares atenderem seu

Pedido.

 

A Abu Sayyaf já decapitou diversos reféns, entre eles o americano Guillermo Sobero, em 2001.

 

Até o momento, os terroristas não pediram pagamento de resgate pelos voluntários.

 

O suíço Andreas Notter, de 39 anos, o italiano Eugenio Vagni, de 62, e a filipina Jean Lacaba, de 37, foram sequestrados no dia 15 de janeiro quando fazia uma inspeção de rotina de uma prisão em Jolo.

 

Fundado em 1991 por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética, a Abu Sayyaf é vinculada à Jemaah Islamiya, braço da rede terrorista Al-Qaeda no Sudeste Asiático.

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