Terroristas matam 10 e fazem reféns na capital da Somália

Terroristas matam 10 e fazem reféns na capital da Somália

O ataque começou quando um terrorista suicida colidiu um carro com explosivos no restaurante de um hotel após a interrupção do jejum de Ramadã, momento em que restaurantes e ruas tinham um grande movimento

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 19h23

MOGADÍSCIO - Pelo menos 10 pessoas morreram e 15 ficaram feridas nesta quarta-feira, 14, em um ataque terrorista em Mogadíscio, capital da Somália, que ainda está em andamento. Criminosos fizeram reféns. A autoria da ação foi reivindicada pelo grupo islâmico radical Al-Shabaab. 

O ataque começou quando um terrorista suicida colidiu um carro com explosivos no restaurante de um hotel após a interrupção do jejum de Ramadã, momento em que restaurantes e ruas tinham um grande movimento. Segundo a polícia, homens armados mantinham pelo menos 20 pessoas reféns no restaurante.

Troca de tiros ocorreu após o ataque, ocorrido no hotel Posh, único local com uma discoteca na capital, disse uma testemunha da agência Reuters.

Testemunhas disseram que o distrito inteiro foi isolado pela polícia e tiroteios esporádicos ainda puderam ser ouvidos.

“Até o momento, podemos confirmar que nove pessoas – em maioria mulheres que eram funcionárias do hotel – morreram”, disse o policial Mohamed Hussein. O décimo morto seria o terrorista. 

Hussein afirmou que o agressor chocou o carro repleto de explosivos contra a entrada do hotel. Outro policial disse que atiradores invadiram um restaurante adjacente ao hotel no centro de Mogadíscio.

O Al-Shabaab, que realizou uma campanha de bombardeios suicidas em sua tentativa de derrubar o governo da Somália, tenta impor sua interpretação rígida do Islã.

“Um mujahid (combatente) com seu carro-bomba suicida se martirizou após chocar contra o hotel Posh, que é uma casa noturna. A operação segue em frente”, disse Abdiasis Abu Musab, porta-voz militar do grupo, à agência Reuters.

Desde que perdeu amplas faixas de território para tropas de paz da União Africana, que apoia o governo, o grupo tem frequentemente realizado operações e ataques mortais em Mogadíscio e outras regiões controladas pelo governo federal.

O país do Chifre da África tem sido atormentado por conflitos armados desde 1991, quando chefes militares separados em clãs derrubaram o ditador Siad Barre e então começaram a disputar entre si. / REUTERS e EFE 

Tudo o que sabemos sobre:
SomáliaUnião Africana

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.