Terroristas planejavam mais dois ataques aos EUA, dizem prisioneiros

John Walker Lindh, o "taleban americano", e outros prisioneiros talebans e da Al-Qaeda, disseram a investigadores dos Estados Unidos que os ataques de 11 de setembro deveriam ser os primeiros de uma série de atentados cada vez mais letais contra americanos. A revelação não pôde ser corroborada. Lindh será sentenciado amanhã, provavelmente a 20 anos de prisão, por oferecer serviços ao Taleban e carregar explosivos no Afeganistão. O americano teria feito a declaração sobre os ataques durante interrogatórios.Ele teria ouvido as revelações enquanto servia em uma unidade de infantaria do Taleban, formada por 20 homens de língua árabe além dele, no Afeganistão. Autoridades têm recebido informações semelhantes de prisioneiros da vários níveis da organização terrorista, mas afirmam não ter encontrado planos específicos para dois outros grandes atentados. As autoridades suspeitam que as declarações envolvem desinformação ou folclore circulado entre terroristas de baixo escalão e soldados do Taleban depois de 11 de setembro."Não fomos capazes de corroborar as afirmações entre milhares de páginas de documentos e outras evidências que recolhemos no ano passado", afirmou um alto oficial judiciário. "Acreditamos que alguns desses prisioneiros foram treinados para dar falsa informação ou simplesmente estavam passando rumores". Um oficial disse que alguns prisioneiros talebans e da Al-Qaeda disseram que a segunda e terceira ondas de ataques envolveriam armas biológicas, químicas e radioativas a fim de aumentar o número de vítimas e visariam paralisar os americanos com terror e afetar a economia. Lindh, 21 anos, declarou-se culpado em 15 de julho. Ele foi capturado em dezembro com outros talebans no Afeganistão, a última parada de uma viagem que começou com sua conversão ao islamismo, na adolescência, em São Francisco, e que terminou como um soldado para o derrubado regime afegão.

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