'Terroristas serão destruídos', diz Putin após atentados

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, disse que os "terroristas serão destruídos", referindo-se ao duplo ataque suicida perpetrado na manhã de hoje por duas mulheres-bomba no metrô de Moscou. Os atentados mataram pelo menos 37 pessoas e deixaram mais de cem feridas. Putin está em visita oficial à Sibéria.

AE-AP, Agência Estado

29 de março de 2010 | 12h03

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria das explosões, mas Alexander Bortnikov, diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB, por suas iniciais em russo), afirmou que investigações iniciais apontam para rebeldes radicados no Cáucaso. Numa reunião com o presidente Dmitry Medvedev transmitida pela televisão russa, Bortnikov é visto dizendo que pedaços dos corpos das duas mulheres-bomba sugerem uma conexão com o Cáucaso. Ele não fornece mais detalhes.

Rebeldes islâmicos em busca de independência atuam na região do Cáucaso desde a primeira metade da década de 1990, em especial na região da Chechênia e em suas adjacências. "Nós continuaremos a combater o terrorismo até o fim e não iremos nos dobrar", prometeu Medvedev.

A primeira explosão ocorreu na estação Lubyanka, na região central de Moscou, às 7h56 locais. A estação situa-se logo abaixo da sede do FSB, organismo que sucedeu a KGB após o colapso da União Soviética. Cerca de 45 minutos depois, uma segunda explosão atingiu a estação Parque Kultury, próxima do Parque Gorky.

Serguei Shoigu, ministro russo de Situações de Emergência, informou que 37 pessoas morreram e 102 ficaram feridas, sem fornecer detalhes mais precisos sobre a cifra de vítimas em cada uma das estações, segundo agências locais de notícias. "Eu ouvi uma explosão. Quando olhei pro lado vi fumaça por toda a parte. As pessoas corriam em pânico para as saídas", relatou Alexander Vakulov, de 24 anos, que estava na plataforma oposta à da explosão na estação Parque Kultury.

Emissoras russas de televisão exibiram filmagens feitas por cinegrafistas amadores na estação Lubyanka. Pessoas feridas e outras possivelmente mortas eram vistas pelo chão e a plataforma estava repleta de fumaça.

A capital russa não era alvo de um ataque extremista desde agosto de 2004, quando dez pessoas morreram em frente a uma estação de metrô. Na ocasião, o atentado foi reivindicado por rebeldes chechenos. As explosões de hoje praticamente pararam o centro de Moscou enquanto ambulâncias eram enviadas às estações atacadas. O metrô da capital do país é um dos mais movimentados do mundo. Diariamente, 7 milhões de passageiros em média utilizam os trens da cidade.

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