Agência de Notícias Central Norte-coreana / KCNA
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Teste nuclear norte-coreano é 'profundamente desestabilizador', diz ONU

Coreia do Norte garantiu ter testado com êxito uma bomba H, despertando críticas no mundo todo

AFP

03 Setembro 2017 | 16h20
Atualizado 03 Setembro 2017 | 16h39

O secretário geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, condenou, neste domingo, 3, o teste nuclear da Coreia do Norte, que qualificou como um evento "profundamente desestabilizador" para a segurança regional e pediu a Pyongyang para interromper essas ações.

"Esse ato é, ainda, outra séria violação das obrigações internacionais da Coreia do Norte e mina os esforços internacionais para a não proliferação (nuclear) e o desarmamento", disse Guterres em um comunicado. 

"Esse ato também é profundamente desestabilizador para a segurança regional", completou o diplomata português, destacando que a Coreia do Norte é o único país que continua rompendo normas contra testes nucleares. 

A Coreia do Norte garantiu ter testado com êxito uma bomba H, despertando críticas no mundo todo. 

Guterres também pediu a Pyongyang para "interromper esses atos e cumprir completamente suas obrigações internacionais". 

Resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem o regime norte-coreano de realizar testes nucleares e de mísseis.

Críticas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assim como autoridades dos governos da Rússia, Coreia do Sul, França e inclusive China também condenaram o sexto teste com bomba nuclear realizado pela Coreia do Norte neste domingo. A China é o maior parceiro comercial de Pyongyang.

O ministro de Relações Exteriores da China também condenou o teste em comunicado, expressando "firme oposição e forte condenação" à atividade e demandando que a Coreia do Norte "pare de tomar ações equivocadas que deterioram a situação".

Já a Coreia do Sul afirmou que pretende responder à Coreia do Norte com as medidas mais severas possíveis. O diretor do Departamento Nacional de Segurança do país, Chung Eui-yong, afirmou que o presidente Moon Jae-in buscará todas as medidas diplomáticas disponíveis, incluindo novas sanções do Conselho de Segurança da ONU. Segundo Eui-yong, Moon também discutirá com o governo dos EUA formas de utilizar os "meios estratégicos mais fortes" de que dispõem os norte-americanos para isolar completamente Pyongyang.

Magnitude. Autoridades do Japão e da Coreia do Sul dizem que esta explosão pode ter sido até dez vezes mais potente que o último teste nuclear realizado pelos norte-coreanos. 

Segundo a Coreia do Norte, é a primeira vez que o país obtém sucesso no teste de uma bomba de hidrogênio miniaturizada, que pode ser instalada em um míssil balístico de longo alcance. O teste ocorreu poucas horas após o governo de Kim Jong-un anunciar a inspeção da bomba de hidrogênio para míssil./REUTERS/AP

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