Testemunha acusa generais de matar mais de 1.200 pessoas

Uma testemunha protegida pelas autoridades mexicanas afirma que dois generais encarcerados ordenaram o assassinato de pelo menos 1.200 pessoas durante a repressão dos anos 60 e 70 no México.A testemunha Gustavo Tarín Chávez apontou em especial Arturo Acosta Chaparro - um dos dois generais que deverão ser julgados em breve pela morte de 134 pessoas durante o que a imprensa local chama de "a guerra suja mexicana" - como um dos mais sanguinários executores de presos políticos. Chávez descreveu também o papel de Quirós Hermosillo nos assassinatos."Sempre usaram a mesma pistola, de calibre 38. A chamavam de ´a espada justiceira´. Quirós Hermosillo era o chefe. Ele dava as ordens. Ele nos ensinou a vedar os olhos (dos presos políticos) e apontar para a nuca para que morressem de maneira instantânea", contou Chávez. Sobre Chaparro, afirmou que o general deve ter assassinado com as próprias mãos mais de 200 pessoas. Organizações de familiares de desaparecidos políticos calculam que existam cerca de 532 casos documentados de pessoas nesta categoria, mas existem outros grupos que falam em até 1.226.No último dia 1º, os generais Hermosillo e Chaparro foram condenados por uma corte marcial a 16 e 15 anos de prisão, respectivamente, por delitos vinculados ao narcotráfico e agora aguardam julgamento pelo desaparecimento de 134 pessoas no Estado de Guerrero, no sul do país.

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