Testemunha argentina reaparece com lesões

Luis Gerez, testemunha sobre a repressão da última ditadura militar argentina, que tinha desaparecido na quarta-feira, foi achado na noite de sexta-feira com algumas lesões e em estado de forte comoção.Diferentes testemunhas que viram ao pedreiro, de 51 anos, quando ele foi achado pela Polícia na localidade de Garín, nos arredores de Buenos Aires, informaram a jornalistas sobre o seu estado.A mãe de Gerez, Julia More, afirmou que seu filho se encontra "bem", embora com "uma crise de nervos pela situação que viveu".O pedreiro tinha desaparecido após testemunhar contra um ex-policial acusado de violações dos direitos humanos durante a ditadura e foi levado a um hospital em Escobar, 45 quilômetros ao norte da capital.Algumas versões extra-oficiais afirmam que Gerez foi achado nu e com marcas de cordas nas mãos e nos pés. O ministro de Segurança da província de Buenos Aires, León Arslanián, se limitou a informar que o pedreiro "está em estado de comoção" e "vai ser examinado" por médicos."Estava muito assustado, não queria se mover", disse Hugo Cantero, um vereador do município de Escobar que foi uma das primeiras pessoas a ver o pedreiro.Gerez foi achado uma hora depois de o presidente Néstor Kirchner acusar "grupos paramilitares" pelo seu desaparecimento e pelo de Jorge Julio López, de 77 anos, outra testemunha de processos por crimes da ditadura militar, desaparecido desde 18 de setembro."Foi providencial o discurso do presidente Kirchner, evidentemente tem que existir relação. Não é casual", declarou Arslanián ao "Canal 7" de TV.

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