Testemunha confirma interesse de Moussaoui pela Jihad

O único acusado pelos ataques de 11 de setembro de 2001 preso nos EUA, Zacarias Moussaoui, tentou alistar um colega de quarto na guerra santa enquanto prosseguia com seu treinamento terrorista, afirmou uma testemunha em uma sessão do julgamento de Moussaoui nesta terça-feira. A promotoria exibiu ao júri o vídeo com o depoimento de Hussein al-Attas para tentar construir a imagem de que Moussaoui era uma séria ameaça terrorista e que poderia ter ajudado os investigadores a impedir os ataques contra o World Trade Center, se ele não tivesse mentido. Al-Attas disse em seu depoimento, gravado em 2002, que Moussaoui falava sobre a guerra santa todos os dias, enquanto eles moravam juntos. Além disso ele ensinou artes marciais e propôs enviar Al-Attas ao Paquistão para aprender a justificação islâmica para a Jihad. "Sua obrigação, como qualquer outro muçulmanos, é estar pronto para a Jihad. É a única forma de ir para o paraíso", disse Al-Attas citando Moussaoui Nascido no Yemen, Al-Attas, freqüentava a Universidade de Oklahoma quando morou com Moussaoui, por mais de um mês, durante o verão de 2001. Moussaoui estava fazendo treinamento de aviação. Quando os agentes federais prenderam Moussaoui, em agosto de 2001, Al-Attas estava com ele, e ficou preso por mais de um ano por prestar falso testemunho aos investigadores do 11 de setembro. Moussaoui, um cidadão francês, já foi considerado culpado de conspirar com a Al-Qaeda para seqüestrar um avião e cometer outros crimes. Mas ele nega que tenha desempenhado um papel específico durante os ataques de 11 de setembro. Seu julgamento irá determinar sua punição: a pena de morte ou prisão perpétua.

Agencia Estado,

21 Março 2006 | 18h57

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