Testemunha diz que alertou EUA sobre terroristas

Uma testemunha-chave do governo norte-americano no julgamento de quatro homens acusados por atentados à bomba contra duas embaixadas dos EUA na África afirmou nesta quarta-feira que avisou autoridades de Washington, com dois anos de antecedência, sobre a possibilidade de os terroristas atuarem. Jamal Ahmed Al-Fadl, um ex-seguidor do exilado saudita Osama bin Laden, disse que decidiu alertar os EUA sobre as ameaças depois de ter sido expulso do grupo de Bin Laden, o al-Queda. Em algum momento de 1996, Al-Fadl teria ido a uma embaixada dos EUA em um país não identificado e entrado na fila para obter visto. "Eu não quero um visto, mas tenho informações sobre pessoas que querem fazer alguma coisa contra o seu governo", ele recordou ter dito ao ficar no primeiro lugar da fila. Al Fadl disse que afirmou a funcionários da embaixada, e mais tarde a agentes do FBI, que seguidores de Bin Laden queriam lançar uma guerra contra os EUA. Ele teria alertado também para a possibilidade de ataques terroristas contra instalações norte-americanas no exterior.

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