EFE
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Testemunha que delatou empresário amigo dos Kirchner é encontrada morta

Horacio Quiroga, de 65 anos, foi encontrado caído do banheiro pelo filho; à Justiça, ele disse que o empresário Lázaro Báez recebeu US$ 7 milhões de assessor de Néstor Kirchner por exploração de petróleo

O Estado de S. Paulo

11 Maio 2016 | 10h01

BUENOS AIRES - Horacio Quiroga, ex-diretor de algumas das empresas do empresário Lázaro Báez, amigo dos ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner, foi encontrado morto na terça-feira, 10, no banheiro de seu apartamento. As autoridades investigam o caso, qualificado como "morte suspeita".

Quiroga, de 65 anos, aparentemente bateu a cabeça ao cair na banheira de seu apartamento. Segundo o jornal Clarín, uma autópsia realizada na noite de terça-feira indicou que ele sofreu um "edema pulmonar agudo" e "hipertrofia cardíaca". Segundo a família de Quiroga, que morava em Buenos Aires, tinha graves problemas cardíacos e respiratórios e lutava contra depressão.

O corpo do executivo foi encontrado por um de seus filhos, que ligou para a mãe e um irmão mais velho para pedir ajuda. Apesar de aparentar ser um caso de morte natural, a polícia mas não se descarta outras hipóteses, especialmente pelo fato de Quiroga ser testemunha contra Báez, preso no dia 5 de abril, sob a acusação de lavagem de dinheiro e evasão fiscal.

Como Báez era homem de confiança dos Kirchner, a Justiça suspeita que o empresário tenha participado de negócios ilegais como representante dos ex-presidentes. Em depoimento à Justiça, Quiroga afirmou em 2013 que Néstor Kirchner, falecido em 2010, enviava dinheiro a Báez para que explorasse petróleo na região do sul da pré-cordilheira dos Andes.

"Colocou em uma mesa 7 milhões de dólares", declarou Quiroga em um programa de televisão do jornalista Jorge Lanata, ao citar um assessor de confiança de Néstor Kirchner. / AFP

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