Anindito Mukherjee/Efe
Anindito Mukherjee/Efe

Testemunhas falam em julgamento de estupro na Índia

Os cinco suspeitos do crime enfrentam 13 acusações, incluindo homicídio e sequestro

AE, Agência Estado

05 de fevereiro de 2013 | 12h44

NOVA DÉLHI - Uma corte especial deu início às audiências de testemunhas no julgamento dos cinco homens acusados de estuprar e matar uma jovem em um ônibus em movimento em Nova Délhi. A imprensa indiana informou que um dos primeiros a deporem nesta terça-feira, 5, foi o amigo da vítima, que também foi atacado no ônibus.

Os cinco suspeitos enfrentam 13 acusações, incluindo estupro, homicídio e sequestro. Se forem condenados, eles podem pegar pena de morte. Um sexto suspeito será julgado em uma corte juvenil e pode pegar uma pena máxima de três anos de reclusão.

Os cinco homens se declararam inocentes das acusações de estupro coletivo e assassinato. A polícia alega que o grupo levou a mulher até um ônibus, onde repetidamente estupraram e atacaram a garota com uma barra de metal, antes de jogá-la sangrando em uma via pública. Ela morreu duas semanas após o ataque por causa das lesões internas que teve.

Provas

Exames de DNA feitos em roupas ensanguentadas e amostras da pele servirão de base para que promotores indianos peçam a condenação dos cinco adultos.

Os promotores apresentarão também registros de telefonemas em celulares e um depoimento da vítima e de um amigo dela, relatando o estupro coletivo cometido na noite de 16 de dezembro.

Advogados dos acusados disseram à Reuters que estão se preparando para contestar as conclusões dos peritos, apontando-as como manipuladas.

Eles também podem alegar que o processo foi distorcido porque a polícia apressou a investigação diante da repercussão do caso. Dois dos quatro advogados dos réus dizem que seus clientes foram torturados na prisão para fazerem confissões que parecem ser excessivamente semelhantes.

"Todas as declarações dizem a mesma coisa. É como se alguém as tivesse ditado", afirmou o advogado Manohar Lal Sharma à Reuters. Um porta-voz policial não quis comentar as críticas sobre as confissões.

Leis

O ataque brutal desencadeou uma onde de protestos relacionados ao tratamento de mulheres na Índia e levou o governo a definir rapidamente um novo pacote de leis para protegê-las.

Com informações da Associated Press e da Reuters

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